O indicador fechou o período com variação negativa de 0,10%. Foi a quinta variação negativa consecutiva, mas representou uma recuperação de 1,77 ponto percentual em relação à quadrissemana imediatamente anterior.
Os aumentos do leite (12%) e dos ovos (13,12%) garantiram o salto de 2,19% verificado no grupo de produtos de origem animal, que apresentou, ainda, as quedas das aves (2,54%) e dos suínos (12,10%). Os preços do boi gordo permaneceram estáveis.

Segundo o diretor do IEA, Nelson Batista Martin, parte dos bons ganhos do leite decorre da baixa base de comparação, já que em meados de janeiro as cotações mergulharam ao menor nível em doze meses em São Paulo. "Com aqueles preços, muitos produtores preferiram deixar a vaca no pasto e a oferta caiu muito", observa o pesquisador.
No grupo de produtos de origem vegetal, cuja cotação média recuou 1,33% na segunda quadrissemana de fevereiro, o destaque foi a baixa da soja (9,36%), em razão do início da colheita. Pelo mesmo motivo, feijão e milho seguem pressionados, ainda que o milho encontre sustentação na redução da produção.
Apesar da recuperação do IPR, Martin lembra que, no acumulado de fevereiro, a variação negativa já alcança 0,7%. Para o mês, ele prevê queda de até 1,2%. (FL)
Fonte: Valor On Line, adaptado por Equipe MilkPoint