LBR tenta obter propostas melhores por ativos que pôs à venda

Por falta de quórum, a assembléia de credores da LBR - Lácteos Brasil que iria avaliar as propostas de compra de 14 unidades produtivas isoladas (UPIs) da companhia não foi instalada ontem (28). Com isso, houve uma segunda convocação, para a próxima segunda-feira. Os ativos foram colocados à venda como [...]

Publicado por: MilkPoint

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Por falta de quórum, a assembléia de credores da LBR - Lácteos Brasil que iria avaliar as propostas de compra de 14 unidades produtivas isoladas (UPIs) da companhia não foi instalada ontem (28). Com isso, houve uma segunda convocação, para a próxima segunda-feira. Os ativos foram colocados à venda como parte do plano de recuperação judicial da LBR, que tem uma dívida estimada de R$ 1 bilhão, informou o Valor Econômico.

Segundo o Valor, os ativos da LBR receberam 16 propostas de compra, de empresas como a venezuelana Unaquita, a francesa Lactalis e as brasileiras Vigor (controlada pela J&F) e Itambé (controlada pela Vigor e pela Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais), entre outras nacionais.

Em apresentação informal aos credores ontem (28) sobre as propostas e sobre a atual situação da empresa de lácteos, o diretor-presidente estatutário da LBR, Nelson Bastos, afirmou que a companhia tem "mantido entendimento com proponentes para aprimorar as propostas".

A maior delas é da venezuelana Unaquita, que propôs pagar R$ 535 milhões por sete unidades produtivas isoladas (UPIs): São Gabriel, Líder, Fazenda Vila Nova, Barra Mansa, Ibituruna, Poços de Caldas e Bom Gosto.

De acordo com o Valor, pela proposta, R$ 35 milhões seriam pagos dez dias após a aquisição, mais 120 parcelas mensais de R$ 2,5 milhões e R$ 200 milhões após 123 meses, corrigidos pelo IPCA. A proposta prevê ainda contrato de exclusividade de vendas da marca Parmalat, que está em uso pela LBR sob licença até 2017, mas pertence à Parmalat S.p.A., controlada pela francesa Lactalis. Esse item da proposta da Unaquita é um ponto que precisaria ser "aperfeiçoado", afirmou Nelson Bastos aos credores.

Um dos representantes da Unaquita, Fábio Rosas, do Tozzini Freire Advogados, reconheceu ao Valor que "deve haver alguns ajustes" na oferta apresentada. Mas, quando questionado se o valor da proposta poderia ser melhorado, argumentou: "Eles fizeram a melhor proposta".

Já a francesa Lactalis, por meio da Lactalis do Brasil, afiliada da Parmalat S.p.A -, propôs pagar R$ 150 milhões à vista por cinco ativos da LBR: Líder, Fazenda Vila Nova, Barra Mansa, Boa Nata e Poços de Caldas. Argumentando que "a Parmalat S.P.A possui créditos em face do grupo LBR" por conta da licença da marca, a Lactalis colocou como condicionante para a compra das UPIs que todos os contratos de uso de marca Parmalat existentes atualmente sejam rescindidos e todos os direitos previstos nos contratos de uso da marca sejam devolvidos para a Parmalat S.p.A.

Apesar do prazo longo para pagar, a proposta da Unaquita ainda seria mais vantajosa que a da Lactalis, se trazida a valor presente. Considerando as taxas de desconto no Brasil, o valor da proposta equivaleria a aproximadamente R$ 330 milhões, de acordo com fontes próximas à LBR.

Diante da percepção de que a Lactalis quer mesmo ter os ativos pelos quais fez oferta e recuperar a marca Parmalat no Brasil, a expectativa é de que os franceses também façam ajustes em sua oferta, segundo as mesmas fontes informaram ao Valor.

Em sua apresentação aos credores, Nelson Bastos esclareceu alguns questionamentos recebidos nos últimos dias das empresas que fizeram propostas. Explicou, por exemplo, que as UPIs de Garanhuns e Tapejara só serão alienadas se os valores das propostas recebidas e aprovadas superarem o valor de retrovenda dessas duas plantas, já que elas são propriedades de terceiros.

Também afirmou que, como forma de obter recursos, a LBR decidiu arrendar, por dez anos, sem opção de compra, três dos seus negócios: Líder, Poços de Caldas e Boa Nata. Esses ativos foram arrendados para a ARC Medical, que aceitou pagar R$ 94 milhões à LBR antes da transferência da posse das unidades, prevista para meados de agosto.

De acordo com a LBR, essa operação é reversível caso a venda dessas unidades seja aprovada. Dentro do processo de alienação judicial, a ARC também fez propostas para adquirir as UPIs São Gabriel (MT), Garanhuns, Líder, Tapejara e Poços de Caldas.

Na apresentação, o representante da LBR disse ainda que atualmente, além das unidades que estão à venda ("algumas das quais poderão não ser vendidas"), a LBR também opera duas plantas (de Guaratinguetá e Governador Valadares) em regime de consórcio. Segundo Bastos, há ainda outras fábricas da LBR sem operar, que poderão ser colocadas em atividade novamente.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe MilkPoint Brasil.
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Antonio Melo
ANTONIO MELO

JACARE DOS HOMENS - ALAGOAS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/08/2014

     Aqui em Alagoas não é diferente não, estamos sem receber os meses de junho e julho e quem deixar de fornecer o leite, fica sem receber, sem falar q já existem vários títulos da empresa ( BOM GOSTO ) em protestos na justiça.
Fabiano
FABIANO

LUCAS DO RIO VERDE - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/08/2014

Para quem entrega ainda leite para a LBR, sabe se que não tem mais solução, cada dia ou temporada as noticias são piores, o mais sensato seria entregar ate dia 15 que é o pagamento e parar ficar de haver apenas 15 dias, e não tentar receber acreditando nas mentiras da empresa, e ariscar perder 45 dias no mínimo experiência própria, trabalhamos na região com venda coletiva de leite. E a dois anos tivemos um problema destes com um laticínio aqui na nossa região (de um deputado estadual de Santa Catarina) e estamos a dois anos com R$560.000,00 na mão desta empresa apenas por ariscar a receber tudo, e perder 45 dias. 
jair dalmagro
JAIR DALMAGRO

FRANCISCO BELTRÃO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/07/2014

paramos de entregar leite para LBR por atraso de pagamento do mês de junho e até agora não recebemos e não sei quando vamos receber, tem quase dois meses de leite na mão deles junho e julho, espero que alguém tome providencia pelos produtores, tento contato com a empresa e sem retorno, ate quando os produtores tem suportar esse tipo de coisas.
felipe gustavo de bastiani
FELIPE GUSTAVO DE BASTIANI

VIADUTOS - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 31/07/2014

acredito que em breve sera tudo resolvido...........
Jelson Pereira Do Carmo
JELSON PEREIRA DO CARMO

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 30/07/2014

Realmente com essa situação a cadeia produtiva é prejudicada, esperamos que resolva da melhor maneira e mais breve possivel.....
Geano Scheid
GEANO SCHEID

SÃO MARTINHO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/07/2014

aqui em São Martinho RS, paramos de entregar leite para a LBR (lider) e ainda não recebemos o pagamento referente ao mês de Junho 2014.
felipe gustavo de bastiani
FELIPE GUSTAVO DE BASTIANI

VIADUTOS - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 29/07/2014

acredito que em breve tudo vai se resolver, e pode certeza que pra melhor............
Fabiano
FABIANO

LUCAS DO RIO VERDE - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/07/2014

aqui na região oeste de Santa Catarina a política da LBR (bom gosto) e de não pagar os produtores que param de entregar leite, teve uma manifestação na semana que passou, em frente ao posto de resfriamento no município de Bom Jesus        
EDERSON CASAGRANDA
EDERSON CASAGRANDA

XAXIM - SANTA CATARINA

EM 29/07/2014

Mais uma semana de fôlego...
Qual a sua dúvida hoje?