Laticínios mineiros terão acesso a novas tecnologias

Publicado por: MilkPoint

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Cooperativas e laticínios mineiros já têm à sua disposição tecnologias para controle da poluição ambiental causada pelos vários processos de fabricação.

As novas tecnologias resultaram do Projeto Minas Ambiente, finalizado recentemente, cujos resultados serão apresentados durante o Simpósio Minas Ambiente, promovido em Belo Horizonte até a próxima sexta-feira, dia 7.

O programa teve início em 1997 e foi financiado pela agência alemã GTZ em parceria com instituições de pesquisa e ensino e entidades dos setores público e privado, com o objetivo de apontar tecnologias de controle ambiental para pequenas e médias indústrias em quatro setores, incluindo o de laticínios.

A coordenadora do projeto, engenheira civil Rosângela Moreira Gurgel Machado, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico de Minas (Cetec), informa que o projeto alcançou os resultados planejados ao identificar tecnologias economicamente compatíveis com o porte de pequenas e médias indústrias de laticínios e cooperativas.

A disponibilização dessas tecnologias traz duplo benefício: as empresas terão acesso a processos de controle ambiental avalizados pelo órgão fiscalizador, que é a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), que participou de todo o processo, adequando-se às exigências da legislação, ao mesmo tempo em que não correrão mais riscos de contratar projetos e consultorias que, muitas vezes, não traziam o resultado esperado e significavam perda do investimento financeiro, argumenta Rosângela Machado.

O Minas Ambiente identificou tecnologias de controle da poluição ambiental em quatro áreas nos laticínios e cooperativas: tratamento de efluentes, gerenciamento de resíduos sólidos, emissões atmosféricas das caldeiras e aproveitamento dos subprodutos soro de queijo e leitelho (soro de produção de manteiga).

Todas as tecnologias recomendadas pelo programa estão prontas para ser utilizadas e a coordenadora lembra que as indústrias e cooperativas que não se adequarem à legislação ambiental estarão sujeitas à autuação, que pode culminar com o fechamento do estabelecimento. "Essa adequação às leis evita, inclusive, que elas sofram com processos movidos pela Promotoria Pública, que já chegou, inclusive, a fechar empresas", completa.

Mesmo sem apresentar estimativa do investimento que deverá ser feito pelos laticínios e cooperativas na implementação das tecnologias apontadas pelo Programa, Rosângela Machado informa que o Minas Ambiente tem como simular os custos de acordo com as informações de cada indústria como porte, linha de produtos, localização, área instalada e estágio de modernização. Informa também que o Sindicato da Indústria de Laticínios e Derivados de Minas Gerais (Silemg) e o Sindicato e Organização das Cooperativas de Minas (Ocemg) já tentam linha de financiamento para as pequenas indústrias e cooperativas junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Rosângela diz ainda que os estudos com a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) de Lavras continuam até setembro e que os laticínios e cooperativas mineiras têm prazos para apresentarem à Feam os projetos individuais baseados nas orientações do Minas Ambiente. Depois de aprovados pela Fundação são estabelecidos prazos para que sejam implantados.

Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
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