Laticínios e produtores de Goiás não chegam a consenso

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Ontem à tarde, por mais de duas horas, representantes dos produtores de leite e da indústria do setor estiveram reunidos na Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) discutindo os termos do contrato para compra e venda de leite in natura. A previsão era que essa seria a última reunião entre as partes. No entanto, mais uma vez, surgiram impasses nas negociações de itens referentes ao pagamento do frete do leite da fazenda à indústria e na estipulação do preço do leite cota.

"A indústria não tem disposição para negociar, apenas diz não", reclamou o diretor da Comissão de Pecuária Leiteira da Faeg, Guilherme Lourenço. Mas o diretor do Sindicato das Indústrias de Leite (Sindileite), Luiz Magno de Carvalho, rebateu: "Isso não é verdade. Somos a favor do contrato e estamos sempre abertos a negociações. Recuamos agora para que as duas partes revejam suas posições". Ele afirmou que as divergências surgidas ontem serão resolvidas nos próximos encontros. O representante da indústria sugeriu que seja discutida também a questão da necessidade de se buscar novos mercados para o leite goiano.

Com o impasse, o próximo passo dos produtores será aguardar o término do prazo para as empresas fazerem o contrato, quando a Faeg deve encaminhar as propostas do acordo para ser discutidas pelos Conselhos Deliberativos do Fomentar/Produzir. "Os laticínios têm de assinar. Caso isso não aconteça, vamos denunciar o não cumprimento da medida, que prevê a perda dos benefícios do Fomentar e do Produzir para quem não assinar", avisa Lourenço.

Os primeiros contratos devem ser assinados ainda este mês, por meio dos sindicatos e associações rurais. O diretor da Faeg diz ainda que pretende orientar os produtores a não fazer nenhum tipo de acordo com os laticínios fora das regras do contrato.

Fonte: O Popular/GO (por Sônia Ferreira) e Diário da Manhã/GO (por Antonia de Castro), adaptado por Equipe MilkPoint
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José Almeida
JOSÉ ALMEIDA

VILA REAL - VILA REAL - PESQUISA/ENSINO

EM 28/05/2002

O Grupo Braz (Associação Familiar com produção diária de 30.000 litros) e a ILPISA (indústria local) acabam de concretizar acordo de compra e venda de leite com fixação de preço mínimo, transporte de leite da fazenda à indústria de responsabilidade exclusiva desta, adicionais por qualidade, volume e representabilidade. Ainda, pagamento quinzenal com uma quinzena em dormência. Ex.: Leite entregue do dia 1<sup>º</sup> a 15, pagamento no dia 1<sup>º</sup> do mês seguinte. Negociação mensal.
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