Laticínios e produtores de Goiás não chegam a consenso
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"A indústria não tem disposição para negociar, apenas diz não", reclamou o diretor da Comissão de Pecuária Leiteira da Faeg, Guilherme Lourenço. Mas o diretor do Sindicato das Indústrias de Leite (Sindileite), Luiz Magno de Carvalho, rebateu: "Isso não é verdade. Somos a favor do contrato e estamos sempre abertos a negociações. Recuamos agora para que as duas partes revejam suas posições". Ele afirmou que as divergências surgidas ontem serão resolvidas nos próximos encontros. O representante da indústria sugeriu que seja discutida também a questão da necessidade de se buscar novos mercados para o leite goiano.
Com o impasse, o próximo passo dos produtores será aguardar o término do prazo para as empresas fazerem o contrato, quando a Faeg deve encaminhar as propostas do acordo para ser discutidas pelos Conselhos Deliberativos do Fomentar/Produzir. "Os laticínios têm de assinar. Caso isso não aconteça, vamos denunciar o não cumprimento da medida, que prevê a perda dos benefícios do Fomentar e do Produzir para quem não assinar", avisa Lourenço.
Os primeiros contratos devem ser assinados ainda este mês, por meio dos sindicatos e associações rurais. O diretor da Faeg diz ainda que pretende orientar os produtores a não fazer nenhum tipo de acordo com os laticínios fora das regras do contrato.
Fonte: O Popular/GO (por Sônia Ferreira) e Diário da Manhã/GO (por Antonia de Castro), adaptado por Equipe MilkPoint
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