A formalização de um contrato entre os dois elos da cadeia produtiva de leite, os produtores e os laticínios, esbarra no preço-base que será estabelecido durante o período do contrato. O impasse poderá ser decidido amanhã, na reunião com representantes dos pecuaristas e das empresas.
Na primeira quinzena de abril, o Conselho Deliberativo do Fomentar aprovou por unanimidade a resolução de um contrato entre os dois segmentos produtivos, o que daria maior segurança para a produção de leite do produtor goiano, orçada hoje em 2,4 bilhões de litros por ano. Ficou estabelecido que produtores e empresas que não assinarem contratos de compra perderiam os benefícios dos programas Fomentar e Produzir. Na prática, a indústria fará um contrato para comprar durante determinado tempo uma quantidade de leite do produtor e este terá conhecimento antecipado do preço, podendo planejar seu negócio.
O diretor da Comissão de Pecuária Leiteira da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Guilherme Lourenço, destaca que a medida não muda a questão do preço do leite, uma vez que esta depende do comportamento do mercado. Por outro lado, o produtor está mais estimulado porque vai saber com antecedência o preço que irá receber por cada litro de leite.
Seca
Segundo Lourenço, a reunião de amanhã vai tratar justamente da formação de cotas de leite. Ele explica que a cota é uma produção média adequada ao período seco do ano. "Esta cota tem um preço diferenciado, mas o laticínio não aceita esse raciocínio". Mesmo assim, Lourenço credita que haverá um consenso na reunião e que na próxima semana produtores e empresas estarão assinando os contratos.
Um dos diretores do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite), Alfredo Luís Correia, não quis adiantar como serão resolvidos os últimos detalhes dos contratos, que serão feitos por intermédio das entidades representantes, como sindicatos dos produtores rurais, associações de produtores ou a Organização das Cooperativas Brasileiras de Goiás.
Fonte: Diário da Manhã/GO (por Antonia de Castro), adaptado por Equipe MilkPoint
Laticínios e produtores continuam em impasse em Goiás
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