Garantir um preço mais justo para os produtores e fortalecer as pequenas indústrias de laticínios do Estado de Alagoas. São estes os principais objetivos da recém-criada Associação dos Dirigentes das Usinas de Beneficiamento de Leite de Alagoas (Adleite), que começa a traçar uma estratégia para aumentar o consumo do leite tipo C e de seus derivados no mercado local.
Formada por dez laticínios de diversas regiões que compõem a bacia leiteira do Estado, a Adleite pretende empreender ações para que as pequenas indústrias tenham chance de competir nas licitações dos programas do Governo Estadual que, na maioria das vezes, têm como fornecedores produtores de outros estados, e disputar o mercado com produtos longa vida. Marcas como Batalha, Pajuçara, Campo Verde, Ouro Branco e Duvala formam um só bloco em busca de uma maior competitividade de mercado.
"O leite tipo C está praticamente em vias de entrar em extinção no mercado por causa do longa vida, que está colocando a nossa bacia leiteira numa situação bastante difícil", observa o presidente da associação, Antônio de Pádua. A bandeira dos fabricantes para incentivar o consumo vai se basear no argumento de que o leite tipo C é mais fresco e mais saudável que o de caixinha. "Além disso, os nossos produtos são muito mais baratos", diz Pádua.
O foco da campanha para aumento do consumo são padarias, mercearias e supermercados de bairro, que recebem, diariamente, cerca de 30 mil litros de leite dessas pequenas indústrias. Os produtores pretendem investir em divulgação na mídia, cartazes, folhetos e promoção de degustação em supermercados. "Antes era cada um por si e isso seria praticamente impossível de ser realizado", destaca o presidente da associação.
Em relação aos programas do Governo, os fabricantes precisam se filiar à Cooperativa da Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) para entrar nas licitações do Estado, explica o presidente, Ricardo Barbosa. Uma parceria já está sendo firmada e alguns contratos de fornecimento já foram firmados.
A Adleite vai fornecer 126 mil litros de bebida láctea e 514 mil litros de leite tipo C para a Secretaria de Educação. "A inclusão das pequenas indústrias nesses programas é um passo importante e difícil, mas com certeza sairemos mais fortalecidos", conclui o empresário.
A unificação dos laticínios é o grande trunfo da associação, uma vez que os pequenos fabricantes de manteiga, queijo, leite e bebidas lácteas deixaram de ser concorrentes para formar uma espécie de cooperativa. O plano deu tão certo que em apenas dois meses a associação já passou a comprar leite de terceiros.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Laticínios de Alagoas incentivam o consumo de leite C
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