O Segundo Evento Láctea Brasil que aconteceu na semana passada na empresa 3M, em Sumaré-SP, reuniu diversas lideranças do setor e contou com a participação de empresas e associações como Abiq, Nestlé, Parmalat, Central Leite Nilza, Confepar, BG Brasil (Polenghi), entre outras. Com o tema "Oportunidades para o Setor Lácteo em 2003", o evento teve palestras dos professores Marcos Jank, da ESALQ e da FEA/USP, sobre mercado internacional, e Marcos Fava Neves, da FEARP/USP, sobre o fortalecimento do agronegócio lácteo no Brasil, com foco no marketing.
Paulo César Basso, da 3M, disse que a expectativa da empresa era receber os clientes e apresentar o Solution Center, centro de soluções integradas da empresa que ajuda a visualizar a diversidade da companhia. Segundo ele, os temas foram escolhidos por serem bem atuais, já que a idéia era abrir espaço para discussão depois das palestras. William Tabchoury ressalta que a proposta da entidade com esse encontro é estabelecer um trabalho de convergência no setor e, nesse cenário, "a participação da indústria é crucial porque ela é um elo muito importante da cadeia". Com dois anos de atuação, a Láctea Brasil possui 150 filiadas das quais apenas 9 são indústrias de laticínios. Com o evento, a perspectiva é que esse número aumente.
Para Edmilson Vilela, gerente executivo de política leiteira da Parmalat, um dos pontos altos do encontro foi a palestra de Jank, que relatou sua experiência internacional. "Ele mostrou o que nós estamos dizendo há algum tempo: que o país tem um potencial muito grande no setor lácteo e que a partir de 2010 será uma liderança no mercado internacional". Para Vilela, o que falta é uma maior organização do setor. "Precisamos ter a cadeia bem organizada e este evento veio ressaltar isso". Ele acredita que as indústrias ainda estão tateando nesse sentido, mas que o caminho é esse mesmo.
Renato José Beleze, presidente da Confepar, acredita que o principal recado dado no encontro é que é preciso tratar os interesses convergentes da cadeia produtiva do leite. Ele também acha que a falta de organização acaba prejudicando toda a cadeia. "O setor não é maduro, começou a caminhar com as próprias pernas só na década de 90. Antes disso era o Governo que mandava". Beleze, que se diz um entusiasta da organização, acredita que o encontro vai culminar com mais filiações. Para ele, a maioria das pessoas reunidas no evento percebeu a necessidade de se trabalhar estrategicamente os interesses do leite inclusive nas negociações internacionais. "Precisamos organizar o setor para que ele fale a mesma língua. Tem pontos que precisamos trabalhar juntos, como a questão dos subsídios internacionais". Beleze é favorável a uma abertura maior do mercado: "O Brasil já é competitivo. Nós não temos medo da concorrência, desde que ela seja leal".
Fonte: Thais de Alckmin Lisbôa, para o MilkPoint
Láctea Brasil reúne lideranças e discute oportunidades do setor
Publicado por: MilkPoint
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