A Associação Internacional de Alimentos Lácteos dos Estados Unidos (International Dairy Foods Association - IDFA) vem trabalhando com outras associações comerciais do país, bem como com associações do Japão, em um esforço que visa evitar uma possível proibição das importações de queijos por parte do país asiático devido a restrições em relação aos aditivos alimentícios permitidos para este produto no Japão. Após extensivas negociações no mês passado, o Ministério da Saúde do Japão aprovou 30 aditivos que são internacionalmente reconhecidos como seguros para utilização em alimentos, incluindo produtos lácteos.
A IDFA divulgou sua aprovação à atitude do Japão, que optou por aumentar a lista de aditivos alimentares permitidos, incluindo produtos que são aceitos internacionalmente, a proibir as importações de certos produtos, incluindo queijos. O incidente trouxe à tona um problema relacionado ao aditivo amplamente utilizado em queijos nos EUA e em outras nações, o ferrocianeto. Recentemente, este agente foi encontrado em alimentos importados pelo Japão. Os varejistas japoneses começaram a demandar que os fornecedores internacionais garantissem que seus produtos, incluindo os queijos, não incluíssem este aditivo. Inclusive alguns queijos importados foram retirados das prateleiras do país.
Neste contexto, a IDFA e outras associações comerciais do país trabalharam junto a órgãos oficiais norte-americanos e japoneses para resolver este problema. O esforço para obter uma aprovação para o uso do ferrocianeto resultou em uma ampla iniciativa para atualizar todo o sistema de aditivos alimentares do Japão.
O sistema de aditivos alimentares do Japão utiliza uma lista, mantida pelo Ministério da Saúde do país, contendo aditivos alimentares específicos que são permitidos para cada tipo de alimento. A lista japonesa estava desatualizada com as práticas globais atuais, incluindo os padrões do Codex, mas não tinha sido mudada devido ao complexo processo burocrático necessário para que isso seja feito. O processo japonês é bastante diferente do utilizado nos EUA, que permite o uso de aditivos que são "reconhecidos como seguros".
Fonte: IDFA, adaptado por Equipe MilkPoint
Japão expande lista de aditivos que podem ser utilizados em queijos
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