Inseminação artificial cresce 5%

Publicado por: MilkPoint

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O mercado brasileiro de inseminação artificial de bovinos registrará crescimento em torno de 5% este ano, em relação ao resultado de 2000. A estimativa é do presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Donário Lopes de Almeida, que prevê vendas recordes de sêmen - ao redor de 6,1 milhões de doses, 331 mil doses a mais que volume verificado no ano passado, de 5,769 milhões.

O bom desempenho do setor, segundo Almeida, que também é diretor geral da ABS Pecplan, é atribuído ao sucesso obtido este ano com o embarque de carne bovina, que acabou 'contagiando' todo o mercado brasileiro de gado de corte.

As empresas de inseminação artificial poderiam crescer ainda mais se não fosse a crise enfrentada pelo setor leiteiro, que responde por cerca de 40% dos negócios totais. No entanto, diferentemente dos anos de 1999 e 2000, a crise deste ano no leite não resultará em queda no volume comercializado. 'A venda de sêmen para o setor de leite ficará estabilizada este ano', diz o presidente da Asbia. Segundo Carlos Marcelo Saviani, gerente de marketing da ABS Pecplan, o baixo preço obtido na venda do leite faz o produtor mais tecnificado querer compensar a perda com a melhora na produtividade de seu rebanho. 'Uma das saídas para a queda de preço da matéria-prima é o ganho em produtividade e para isso é preciso investir na inseminação artificial'.

A Lagoa da Serra, controlada pelo grupo holandês Holland Genetics, foi uma das empresas que mais cresceram este ano. 'Nossas vendas de sêmen para gado de corte e leite vão atingir 1,45 milhão de doses, um aumento de 16% sobre o volume do ano passado, de 1,25 milhão de doses', afirma o gerente de marketing da companhia, Maurício Lima.

Segundo Donário Lopes de Almeida, diretor da Pecplan, a empresa irá vender em torno de 1,5 milhão de doses, 5% mais que o volume do ano passado. 'Nosso objetivo é buscar o aumento de lucratividade, por isso a prioridade é atingir produtores mais tecnificados, capazes de comprar sêmen de melhor qualidade e, portanto, com preços mais altos', segundo afirma Almeida, que prevê uma aumento de receita em torno de 15% este ano com a comercialização de sêmen bovino.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Denis Cardoso), adaptado por Equipe MilkPoint
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