O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) está discutindo o registro de patente para o processo que permite à vaca produzir um composto de proteínas encontrado somente no ser humano. A substância, que auxilia na coagulação do sangue, seria extraída do leite do animal.
O assunto já tem parecer favorável do diretor de patentes do instituto, Luiz Otávio Beaklini. A vaca transgênica foi desenvolvida por quatro cientistas estrangeiros - dois escoceses e dois americanos. O pedido para que fosse patenteada chegou ao Inpi há quatro anos, mas foi negado. "A legislação não permite que um ser vivo superior seja patenteado, exceto o microrganismo transgênico."
As empresas interessadas na patente - uma americana e outra inglesa - recorreram da decisão. A posição final do Inpi só será conhecida dentro de aproximadamente um ano, depois que o instituto ouvir especialistas em propriedade industrial, em ética, filosofia e médicos.
O processo criado pelos cientistas estrangeiros consiste em injetar no óvulo fecundado da vaca uma cadeia de DNA responsável pela formulação da proteína. A substância, que no homem atua como coagulante, não circularia no sangue do animal. Ela poderia ser encontrada no leite, de onde seria extraída para a fabricação de medicamentos contra doenças como a hemofilia.
Fonte: O Estado de S. Paulo (por Clarissa Thomé), adaptado por Equipe MilkPoint
Inpi estuda patente para leite de vaca com substância coagulante
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