As indústrias brasileiras de chocolate esperam um crescimento de 3% nas vendas, em relação à Páscoa do ano passado, que, segundo analistas de mercado, foi a melhor do Plano Real.
Para a indústria nacional, uma boa Páscoa chega a representar 13% do total do faturamento anual do mercado. Para 2002, a estimativa é que as vendas atinjam cerca de R$ 360 milhões.
O entusiasmo do setor se reflete no aumento da produção de ovos de chocolate. Neste ano, a indústria de chocolates deve alcançar o patamar de 18,6 mil t, superando as 18 mil t de 2001, segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos de Cacau, Chocolates, Balas e Derivados de São Paulo (Sicab), Getúlio Ursulino Netto. A expectativa de expansão do consumo está concentrada, principalmente, nas vendas de ovos de menor peso. Essa tendência é reflexo do comportamento do consumidor brasileiro, que distribui "lembrancinhas" para parentes e amigos.
O fenômeno de presentear um maior número de pessoas com produtos mais baratos, típico do Natal, aquece o comércio na Páscoa. Em 2001, 30% das vendas no varejo foram destinadas aos ovos com até 200g. Para atender a essa demanda crescente, as Lojas Americanas, líder do mercado varejista de chocolate, vai dedicar 30% do estoque de 30 milhões de ovos para os produto e espera, com isso, ter um volume de vendas 10% maior que em 2001. Essa estratégia também é seguida pelo grupo Pão de Açúcar, que pretende comercializar 2 milhões de unidades de ovos de 80g.
De olho nessa fatia do mercado, desde 2000, as indústrias vêm aumentando a produção dos ovos de baixa gramatura. "O nosso setor consegue se adaptar rapidamente ao que o consumidor pede", afirma Ursulino. A estabilidade do preço dos ovos de Páscoa em relação a 2001 também é apontada como mais um fator de aumento das vendas.
Exportação
Apesar de o mercado interno ser o alvo principal da indústria brasileira, dados do Sicab indicam que o mercado externo também oferece boas oportunidades de negócio. No ano passado, as exportações representaram 11% da produção nacional e há expectativas que essa participação cresça nesta Páscoa.
A Nestlé, atualmente a maior produtora de chocolates do país, resolveu ampliar a sua atuação no mercado internacional e aumentou em 25% o seu volume de exportação.
Já a Garoto, comprada pela Nestlé, mantém a mesma produção de 2001 e vai destinar cinco, das 44 milhões de unidades, para países do Mercosul, Austrália, EUA e Japão. Com a crise na Argentina, a empresa resolveu dar ênfase aos mercados chileno e paraguaio.
Fonte: Folha de S.Paulo (por Cíntia Cardoso), adaptado por Equipe MilkPoint
Indústrias ampliam produção de chocolate
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