Os setores da indústria nacional afetados direta ou indiretamente pela lista de produtos dos Estados Unidos que vão sofrer retaliação por parte do Brasil, publicada nesta segunda-feira (8), pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), avaliam que a medida trará pouco impacto em seus negócios. A avaliação é que os itens da lista, que passam a ter alíquotas de importação maiores, podem ser substituídos por itens locais ou de outros países, sem grandes prejuízos para os consumidores.
"A retaliação não vai impactar a indústria nacional, pois grande parte dos produtos incluídos na lista não têm os Estados Unidos como principal fornecedor", disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Segundo ele, entre os cem principais produtos importados pelo Brasil dos EUA no ano passado apenas duas categorias foram incluídas na lista de retaliação.
Segundo o presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, o Brasil não importa um volume significativo de leite em pó dos Estados Unidos, o que torna a decisão do governo brasileiro praticamente sem efeito sobre o mercado local. No ano passado, Argentina e Uruguai responderam por 88% das importações brasileiras de leite e derivados, o correspondente a US$ 234,1 milhões.
"Não temos um mercado ativo com os Estados Unidos. Quando há necessidade de recorrer às importações, o Brasil normalmente traz leite e derivados dos países do Mercosul. Quando as compras vêm de outros mercados, há incidência de uma alíquota de 28% de imposto sobre as importações", observou Alvim. Com a decisão brasileira de retaliar os Estados Unidos, o imposto de importação sobe para 48%.
A lista de produtos que terão Imposto de Importação elevado para as compras dos Estados Unidos inclui 16 itens de alimentos, como leite em pó, avelãs, nozes, batatas preparadas ou conservadas, óleos de soja e de nabo, catchup, e gomas de mascar. O setor de alimentos é o que tem maior números de itens na lista. Foram incluídos na lista onze produtos agrícolas que também terão aumento da tarifa, como trigo, soro de leite e alguns tipos de frutas frescas (peras, cerejas, uvas e ameixas).
Segundo a Camex, o valor total de retaliação atingido com a lista de bens divulgada hoje é de US$ 591 milhões. O restante do valor de retaliação a que tem direito o Brasil - US$ 238 milhões (perfazendo o total autorizado de US$ 829 milhões) - será aplicado nos setores de propriedade intelectual e serviços. As contramedidas autorizadas poderão vigorar enquanto os EUA mantiverem a atual situação de descumprimento dessas regras, apontou a Camex.
As informações são da Agência Estado, adaptadas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
Indústria prevê impacto reduzido da retaliação aos EUA
Os setores da indústria nacional afetados direta ou indiretamente pela lista de produtos dos Estados Unidos que vão sofrer retaliação por parte do Brasil, publicada nesta segunda-feira (8), pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), avaliam que a medida trará pouco impacto em seus negócios. A avaliação é que os itens da lista, que passam a ter alíquotas de importação maiores, podem ser substituídos por itens locais ou de outros países, sem grandes prejuízos para os consumidores.
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SONIA REGINA SILVA
SÃO PAULO - SÃO PAULO
EM 17/03/2010
Infelizmente a visao do Sr. Rodrigo Alvim e´ pessoal e nao fundamentada na opinião das organizacoes de classe do setor de alimentos e empresas de alimentos durante a consulta publica, as quais expressaram sua posicao em contrario à inserção do soro de leite entre os itens importados. Fornecedores norte-americanos de ingredientes lácteos sempre tiveram uma posição importante no mercado, sendo que a presença de tais fornecedores dos EUA favorece a livre concorrencia e mantem em patamares mais baixos os precos de fornecedores do MERCOSUL.
Cordialmente,
Sonia Regina Amadeo,
Diretora do U.S. Dairy Export Council
Cordialmente,
Sonia Regina Amadeo,
Diretora do U.S. Dairy Export Council