Estima-se que entre um terço e metade das vacas norte-americanas sejam hoje ordenhadas por trabalhadores mexicanos ou de outros países latino-americanos. O fenômeno, inicialmente restrito à Califórnia e outros estados com raízes hispânicas, agora se estendeu a todo o país.
Analistas locais sugerem que, sem a disseminação do trabalho mexicano, a indústria leiteira teria visto um número bem menor de expansões de rebanhos e mesmo de novos empreendimentos. Não se trata apenas de um movimento que ocorre na indústria leiteira, mas também em outros segmentos da economia. Trabalhadores latino-americanos são vistos com freqüência cada vez maior em restaurantes, hotéis, indústrias, etc. De acordo com o Bureau of Labor Statistics, dos 12 milhões de empregos gerados desde 1994 pelas empresas norte-americanas, cerca de 25% foram ocupados por hispânicos.
No caso específico do leite, os norte-americanos estão bastante satisfeitos com os mexicanos, a quem consideram esforçados, leais, limpos e cuidadosos com as vacas, sobrepondo os problemas relativos às barreiras de comunicação. Neste aspecto, a tendência de incorporação de trabalhadores hispânicos à indústria leiteira americana sugere que qualquer pessoa que pretenda ter, gerenciar, trabalhar ou mesmo fornecer insumos para fazendas de leite deve considerar seriamente a língua espanhola como parte de seu treinamento.
Fonte: Hoard's Dairyman, adaptado por Equipe MilkPoint
Indústria leiteira norte-americana vive 'mexicanização'
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