Indústria de lácteos da Aústria teme competição dos paises da Europa Oriental

Publicado por: MilkPoint

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A entrada de novos países na União Européia (UE) será um grande desafio para a indústria de lácteos da Áustria, mas os novos membros da EU, por outro lado, também constituirão novos mercados para os produtos lácteos austríacos, de acordo com um relatório divulgado pelo Serviço de Agricultura Exterior (FAS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os países candidatos a entrar no bloco europeu têm um grande potencial de produção de leite a baixos custos, o que os tornará altamente competitivos. Como a Áustria faz fronteira com 4 dos países que poderão entrar no bloco - Hungria, República Tcheca, Slováquia e Eslovênia - será particularmente exposta às exportações desses países.

Segundo representantes do setor de lácteos da Áustria, uma questão decisiva referente à entrada desses países no bloco é o tamanho da cota que será concedida a esses países. O problema com a fixação de cotas, de acordo com o relatório do USDA, é que a produção de leite na Europa central caiu significativamente depois das mudanças políticas feitas na última década e, atualmente, esta produção está se recuperando muito lentamente.

A União Européia quer que a cota seja baseada no volume atual de produção e consumo, enquanto que os novos membros insistem que essas cotas sejam baseadas nos altos volumes produzidos nos anos passados, quando a produção era bem mais alta. Estes países estão agora introduzindo as regulamentações de mercado determinadas pela UE, que incluem a produção de cotas.

Os membros da política agrícola da Áustria concluíram que os novos membros não apoiarão o atual sistema de cotas. Enquanto a Áustria defende este sistema, o país teme que um lobby "anti-cota" venha a se fortalecer no bloco, o que poderá resultar no fim da produção de leite por cotas na União Européia.

A indústria de lácteos da Áustria não está somente interessada na fixação de cotas de produção para os países que ingressarão no bloco. Está também interessada na criação de condições para a produção futura a longo prazo. Além disso, a indústria de lácteos austríaca está com medo que a política de redução de custos da UE acabe resultando na redução do apoio às exportações.

A Áustria espera que não seja concedida nenhuma concessão nos padrões de qualidade, ou seja, os produtos lácteos exportados para a Áustria e para outros países do bloco precisarão estar de acordo com os níveis de qualidade determinados pela UE. Os representantes do setor leiteiro do país acreditam que isso poderá reduzir a competitividade no mercado durante um tempo.

A UE já criou regulamentos de transações, que terminou com a conclusão do acordo de "duplo zero", com a entrada dos novos países no bloco. Isso inclui uma grande quantidade de produtos que será comercializada sem tarifas, em ambos os lados, o que poderá resultar em uma equalização dos preços após a entrada dos países.

As indústrias de lácteos dos países que deverão entrar na UE estão promovendo consideráveis mudanças estruturais. Com seu avançado conhecimento, capacidade de comercialização e apoio da UE, as companhias de lácteos austríacas serão brevemente confrontadas com uma grande competitividade das companhias da Europa central e oriental. Devido à matéria-prima barata e aos baixos custos de produção, essas companhias serão ativas nos mercados europeus e estrangeiros.

Os membros do setor de lácteos austríacos acreditam que esses países terão sucesso particularmente na produção de matéria-prima barata. Além disso, as indústrias de lácteos do país temem que as grandes redes de supermercados voltem-se para os novos membros, para a venda de produtos genéricos ou privados; a maioria dos consumidores provavelmente não perceberá diferenças com os novos produtos, segundo o relatório do USDA.

Os representantes da indústria de lácteos da Áustria estão solicitando às companhias de lácteos que se modernizem, que reduzam os custos de produção e que ofereçam um produto de alta qualidade para aumentar a competitividade. Além disso, os especialistas de mercado afirmam que é importante fazer com que os consumidores do país adquiram uma preferência pelos produtos domésticos.

Fonte: Cheese Reporter, adaptado por Equipe MilkPoint
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