A Incubadora de Laticínios de Alagoas (Incla), criada no início do ano, já começou a colocar em prática o objetivo de transformar a produção semi-artesanal de pequenos produtores da Bacia Leiteira do Estado de Alagoas em produto competitivo. Agora ela ganha força com sua aprovação no edital do Sebrae, que, com verbas do Governo Federal, vai destinar R$ 5,4 milhões a 42 novas incubadoras de todo o País. A expectativa inicial é lançar marcas de leite, iogurte e queijo - principalmente coalho - no período de dois anos.
O mercado alagoano possui hoje cinco grandes empresas de produtos lácteos - Vale Dourado, Camila, Boa Sorte, Batalha e São Domingos - e mais de 200 empresas operando na informalidade, o que, segundo a incubadora, afeta diretamente na qualidade da mercadoria e, conseqüentemente, diminui as chances de consolidação da marca.
A incubadora estima que cada pequena empresa produza diariamente cerca de 1,5 mil litros de leite e tenha cerca de três a cinco empregados. Aumentar a produtividade e a geração de empregos é um dos objetivos da Incla, que, por meio de um estudo de viabilidade, concluiu que esse é um setor estratégico no quadro atual da economia alagoana.
"Produzimos hoje cerca de 350 mil litros de leite em todo o Estado e boa parte dessa produção é mal aproveitada em mercadoria de baixa qualidade", explica o gerente da Incla, Hércules Lucena, que pretende investir especialmente no queijo coalho, produto que apenas uma das cinco grandes empresas comercializa. "Acho que é um produto com grande potencial para ser vendido para outros estados", diz.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Milena Andrade), adaptado por Equipe MilkPoint
Incubadora profissionaliza produção de leite alagoano
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