Inclusão do leite na PGPM agrada setor lácteo

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Produtores e laticinistas goianos receberam com otimismo a inclusão do leite na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Macel Caixeta, disse ontem (04) que a medida era reivindicada há muito tempo pelos produtores, que vêem a inclusão como uma alternativa de estabilidade para o setor.

A indústria também definiu a decisão como um passo importante para a estabilidade do mercado de leite e conseqüente modernização e desenvolvimento de todo o segmento lácteo. O diretor do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindileite), Luiz Magno Pato, adverte, entretanto, que a medida "é fundamental, mas não é suficiente" para assegurar o avanço da cadeia produtiva. Segundo ele, é preciso uma política de modernização tecnológica do setor, "pois o custo de produção do leite no País ainda é muito alto, em parte pela baixa tecnologia utilizada, mas também pelos elevados preços dos insumos".

Para Caixeta, a medida representa uma vitória para o produtor porque permitirá a estocagem no período das chuvas, quando a produção aumenta mais do que o mercado pode absorver, e a indústria aproveita para derrubar os preços, muitas vezes além do que seria razoável. Ele lembra que o argumento da indústria foi sempre o de que reduzia os preços pagos ao produtor porque tinha de carregar estoques com recursos próprios até a entressafra, quando o mercado absorvia o excedente produzido durante o período das chuvas.

''Crises como a do último ano acontecem por causa do excesso de leite durante a safra'', ressaltou o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite), Wilson Thiesen, destacando que outro fator positivo são os programas de combate à fome anunciados por governadores eleitos. ''O leite é um alimento importante. Os programas aumentarão o consumo'', espera.

Segundo ele, o consumo per capita de leite e derivados, no Brasil, fica abaixo da metade do volume recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que orienta a ingestão diária de 400 ml por pessoa.

Fonte: O Popular/GO e Folha de Londrina (por Carolina Avansini), adaptado por Equipe MilkPoint
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