Importadoras fazem estoque de sêmen bovino

Publicado por: MilkPoint

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A suspensão temporária pelo governo brasileiro das guias de importação de sêmen bovino proveniente dos Estados Unidos e Canadá fez algumas empresas adotarem mecanismos de segurança - como aumento de estoque - para absorverem o impacto de novas medidas restritivas.

A Accelerated Genetics, de Ribeirão Preto, vai triplicar os estoques atuais, suficientes para abastecer o mercado por 90 dias. Segundo o diretor de marketing da importadora, Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, cerca de 70% do sêmen importado vem dos Estados Unidos e Canadá. Segundo Vivacqua, a suspensão de importação de sêmen trará reflexos maiores para as raças holandesa, red angus e angus, que têm mais da metade do semên usado em reproduções, importado dos Estados Unidos e Canadá. A Accelerated espera para hoje a chegada de um lote de 20 mil doses.

A importadora de sêmens Lagoa da Serra, de Sertãozinho, aguarda a chegada de 15 mil doses. De acordo com o supervisor da empresa, Marcelo Almeida, o estoque é suficiente para atender o mercado durante 24 meses. A empresa não descarta a possibilidade da vinda de sêmen da Austrália e Nova Zelândia.

A suspensão foi anunciada pelo governo do Canadá e confirmada por algumas importadoras, mas não foi comunicada oficialmente pelo Ministério da Agricultura do Brasil. O motivo da suspensão, que atingiu também embriões e animais (matrizes e reprodutores) seria o risco da contaminação do rebanho brasileiro pela encefalopatia espongiforme bovina (BSE), ou doença da 'vaca louca'.

"Esta foi uma conversa de técnicos nos corredores do Mistério da Agricultura, mas que não resultou em portarias ou medidas efetivas", confirma Donário Lopes de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). "É um alarme desnecessário", afirma. As guias de importação estão sendo liberadas. A OIE não reconhece o sêmen como fonte transmissora do BSE, "portanto o embargo não tem cunho científico", diz o supervisor da Lagoa da Serra, Marcelo Almeida.

O Brasil consumiu no ano passado 5,8 milhões de doses, sendo 43% importados e 57% nacionais. As raças leiteiras consumiram 2,3 milhões de doses, sendo 1,6 milhão de sêmens importados.

fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
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