Exportações
As exportações de lácteos também caíram de agosto para setembro deste ano. A queda foi de 8,85% em quantidade e 11,7% em valor (tabelas 3 e 4). No acumulado do ano, as exportações subiram 95,8% em comparação a 2002.
Perspectivas
A tendência é manutenção ou queda as importações de lácteos para os próximos meses, fruto da desvalorização do real que, aliada à recuperação dos preços dos lácteos no mercado internacional, torna as importações menos atrativas. Porém, isso vai depender da disponibilidade de leite no mercado interno. A situação hoje é crítica. Com a seca no Centro-Oeste e do Sudeste, as pastagens estão com baixa capacidade de suporte. Os rebanhos confinados estão sentindo os efeitos do stress térmico: muitos reportaram queda de 8 a 15% na produção de setembro para outubro.
Não fosse a escassez de leite no mercado interno nesse momento, possivelmente as importações estariam menores do que em 2001, nesse mesmo período. Com a entrada da safra, essa situação pode vir a ocorrer. De qualquer forma, como a internalização do produto importado está se dando a cotações superiores ao que se paga pela matéria-prima local, pode-se dizer que o efeito do produto importado na cotação interna de preços de leite é menor do que no passado, quando o leite poderia ser adquirido no exterior a preços muito baixos.
Em relação às exportações, a desvalorização do real tem efeito favorável, mas a falta de leite do mercado dificulta a consolidação da atuação das empresas no mercado externo.





Fonte: MDIC/CNA, por Equipe MilkPoint