Importação de leite argentino não deverá crescer

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A desvalorização do peso deve tornar os produtos agropecuários argentinos mais competitivos, mas dificilmente irá possibilitar ao país vizinho que aumente a sua venda de leite para o Brasil.

Por dois motivos: "O governo brasileiro fixou, em 2000, tarifas antidumping para o leite importado. E elas foram estabelecidas em dólar, sendo que hoje o importador paga, em média, cerca de US$ 1.800 pela tonelada do produto internalizado, cotação considerada alta e inviável", diz Vicente Nogueira, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

"O produtor argentino produz leite a custos mais altos do que o brasileiro. Acho que, se a qualidade do produto nacional melhorar, será mais fácil o Brasil ganhar mercados internacionais", completa Jorge Rubez, do Leite Brasil.

A importação de leite argentino pelo Brasil desabou em 2001. De janeiro a novembro, entraram 30,4 mil toneladas, ou seja, houve queda de 61,4% em relação às 78,7 mil toneladas importadas em 2000.

Fonte: Agrofolha - Folha de São Paulo (por Sebastião Nascimento), adaptado por Equipe MilkPoint
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