A cidade goiana de Piracanjuba, que produz 270 mil litros de leite diariamente, graneliza 90% de sua produção. Os 100% só não foram alcançados porque há produtores sem condições de adquirir o tanque de resfriamento.
O preço pago pelo leite também não estimula a compra do tanque de expansão. "Atualmente, o produtor recebe uma diferença que varia de R$ 0,01 a R$ 0,03 pelo leite granelizado", informa o presidente do Sindicato Rural de Piracanjuba, Ricardo Di Pina Cabral.
O assessor do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite), Alfredo Luiz Correia, diz que multinacionais, como a Nestlé, e as grandes indústrias e cooperativas de Goiás já estão com 100% de seu leite granelizado. O resfriamento já atingiria entre 65% e 70% do volume de leite produzido no Estado. Mas, se for considerado o número de produtores que utilizam a tecnologia, Correia acredita que este índice pode cair para menos de 50%. "O produtor tem que entender que vai gastar mais com energia e produtos de limpeza, mas a diferença no preço do frete, que pode ser feito de três em três dias, compensa o investimento", destaca.
Fonte: Diário da Manhã, adaptado por Equipe MilkPoint
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