O vice-secretário da Agricultura do Chile, Arturo Barrera, projetou para este ano um crescimento de 35% nas exportações de produtos lácteos, o que significa cerca de US$ 35 milhões, principalmente em leite em pó, queijos e leite condensado. "É um valor maior do que os US$ 31 milhões exportados em 1999, que foi um ano muito bom."
Além disso, Barrera disse que o Chile veria, no ano de 2001, o setor leiteiro próximo do equilíbrio em sua balança comercial, uma vez que as estimativas de importações indicam queda de 20%. Segundo ele, essas projeções estão de acordo com a meta que o país tem de exportar US$ 100 milhões em produtos lácteos até o ano de 2005.
Barrera disse que, somando-se as exportações de produtos lácteos às de carne bovina e suína, o Chile fica em condições de passar da posição de um importador de produtos pecuários para a de um exportador deste tipo de produto.
Com relação à recepção de leite pelas indústrias chilenas, Barrera informou que, durante o período entre janeiro e agosto de 2001, houve um crescimento de 14%, em relação ao mesmo período do ano anterior. "Estimamos que terminaremos o ano com um crescimento de 13%." Nos primeiros 8 meses de 2001, o preço médio do produto foi de US$ 0,17 por litro, contra a média de US$ 0,15 por litro obtida no ano 2000.
Segundo Barrera, o país está promovendo um grupo público e privado para estabelecer uma estratégia setorial para aumentar as exportações de leite. "Este grupo deverá ser formado por indústrias, produtores e pelo Ministério, através do Serviço Agrícola Pecuário, Oficina de Políticas Agrárias (Odepa) e, eventualmente, ProChile."
O Chile enviará neste mês uma missão para explorar mercados de produtos lácteos da Costa Rica, Venezuela e México - maior mercado dos produtos lácteos chilenos, com 38% de participação, seguido pela Bolívia e pela Venezuela. "Em uma estratégia de longo prazo, é interessante apostar em mercados mais exigentes, como o japonês e o coreano." Segundo ele, o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos também poderia permitir que o Chile enviasse àquele país uma maior variedade de produtos, já que hoje, somente é exportado para o mercado norte-americano leite condensado.
Barrera disse também que o governo do Chile está trabalhando junto ao setor privado na promoção de um maior consumo de leite, com meta de passar dos 127 litros per capita atuais, para 150 litros per capita até o ano de 2005.
Fonte: El Diario, adaptado por Equipe MilkPoint
Governo do Chile projeta aumento de 35% nas exportações de lácteos
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