Reunida ontem (04) na Secretaria da Agricultura de Goiás, a Câmara Setorial do Leite aprovou a minuta de um programa de qualidade para o setor. Denominado Programa Leite com Qualidade (PLCQ), o projeto tem como objetivo fornecer subsídios ao setor produtivo para que possa adequar a qualidade do leite produzido no Estado às exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O programa deve ser implementado numa ampla parceria entre entidades e órgãos oficiais afins, num esforço de conscientização dos envolvidos no processo produtivo para a importância de se assegurar a qualidade na produção, conservação e transporte do leite.
De acordo com as previsões do grupo de trabalho, em 12 meses de duração o PLCQ custará R$ 1,16 milhão, dos quais a Secretaria da Agricultura entraria com R$ 651 mil e a iniciativa privada com o restante. O programa será implantado através de dois projetos-piloto assistidos por dez técnicos previamente treinados e envolvendo 2.700 produtores das principais bacias leiteiras do Estado.
A metodologia proposta prevê palestras motivacionais, cursos, excursões, dias de campo, visitas técnicas e a unidades demonstrativas. Toda a programação está voltada para a mudança de comportamento do produtor em relação à qualidade do produto, despertando o interesse pela assistência técnica.
O assessor do Sindicato das Indústrias de Leite (Sindileite), Alfredo Luiz Correia, explicou que depois da aprovação pela Câmara Setorial do Leite, a minuta do PLCQ será submetida à apreciação dos órgãos, entidades e empresas convidadas para a parceria.
Para o presidente do Sindileite, Domingos Vilefort, o maior problema do leite goiano é o uso do latão. Nos países mais desenvolvidos, o latão deixou de ser usado há cerca de vinte anos. Ele diz que o produtor deve se atentar para as condições do rebanho, fazer exames, assepsia da fazenda, higiene com o tanque de resfriamento, entre outras medidas. Parte desses problemas é oriunda dos pequenos produtores, cujo principal motivo é a desinformação, analisam os técnicos da área.
Em relação à agregação de valor, o presidente do Sindileite disse que hoje o acréscimo no valor é feito por quantidade de leite, entretanto, ele alertou para o problema do uso do tanque coletivo, uma vez que vários produtores armazenam leite de diferentes produções e qualidades no mesmo local. Isso pode interferir no resultado final, já que um produto de má categoria pode arruinar um de excelente classificação.
Fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima) e Diário da Manhã (por Karine Rodrigues), adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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