Com o objetivo de aumentar as exportações de 12% para 15%, a Chocolates Garoto, sob controle da Nestlé, busca novos mercados para seus produtos, já lançados nas Filipinas, Itália, Angola, Cabo Verde e Taiwan. A multinacional também quer recompor o volume de exportações para a América Latina, que despencou 45% este ano, devido, principalmente, à crise Argentina.
A Garoto, que registrou prejuízo de R$ 11,3 milhões em 2001, busca, segundo o diretor geral da empresa, Léo Leiman, expandir seus negócios para mercados considerados menos vulneráveis, como a Coréia, o Oriente Médio e o Japão. A América Latina, que responde por 60% das exportações, atualmente oferece riscos. Só a Argentina, que detém a fatia de 10% das exportações da empresa, registrou, este ano, uma queda nos embarques superior a 50%. Isolados, os EUA são o principal mercado da Garoto, com uma fatia de 30%.
Mesmo com as turbulências na economia, os planos são de ampliar a produção em 5% e o faturamento em 15% este ano. Para cumprir a meta, a arma é um marketing mais agressivo nos pontos-de-venda. Os investimentos em publicidade subiram 15% de 2001 para este ano.
A marca, que já atingiu quase 30% das vendas no País, hoje se restringe a 22%. Para retomar essa fatia, a empresa aguarda o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ao negócio para retomar investimentos. "Pretendemos investir R$ 50 milhões na ampliação da Garoto", diz Leiman. O mercado nacional de chocolate movimenta cerca de R$ 2,5 bilhões ao ano.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Cristina D'Avila), adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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