
A receita total de NZ$ 13,9 bilhões (US$ 6,67 bilhões) foi derivada das vendas das commodities e de ingredientes lácteos pela New Zealand Milk Products (NZMP), que foram de NZ$ 7,8 bilhões (US$ 3,74 bilhões); das vendas da subsidiária de bens de consumo, New Zealand Milk, de NZ$ 5,6 bilhões (US$ 2,68 bilhões); e dos negócios que englobam a Fonterra Enterprises, de NZ$ 0,5 bilhão (US$ 0,24 bilhão).
Considerando que este tenha sido o ano mais volátil da indústria de lácteos na história recente, a Fonterra acredita que o pagamento de NZ$ 5,33 (US$ 2,55) por quilo de sólidos do leite representa um resultado bastante aceitável. O pagamento aos acionistas fornecedores de NZ$ 5,9 bilhões resultou em um déficit registrado para o ano de NZ$ 50 milhões (US$ 24 milhões) ou 4,5 centavos (2,16 centavos de dólar norte-americano) por quilo de sólidos do leite. Isso foi produzido primariamente pelo impacto da queda brusca nos preços das commodities nas avaliações de estoques e um aumento na produção de leite durante o último mês da safra produtiva. O impacto adverso do declínio dos preços das commodities no valor dos estoques finais foi de NZ$ 366 milhões (US$ 175,75 milhões) .



Iniciativas estratégicas
Durante o primeiro ano de atividade, a Fonterra tomou várias iniciativas estratégicas a fim de conquistar mercados em todo o mundo. No México, por exemplo, a cooperativa neozelandesa adquiriu os negócios de queijos da Eugenia e La Mesa, e consolidou o negócio já existente no setor de queijos para o consumidor nesse país.
Na Índia, a Fonterra formou uma joint venture com a Britannia Industries, marcando a entrada da cooperativa no segundo mercado mais populoso do mundo.
A Fonterra consolidou junto com a australiana Bonlac a Australasian Food Holdings, criando uma companhia de alimentos de NZ$ 2,4 bilhões (US$ 1,15 bilhão), em junho de 2002.
Além disso, a Fonterra realizou uma aliança com a suíça Nestlé, prevendo atuar nas Américas, formando a Dairy Partners America; uniu-se à Arla Foods UK (Reino Unido), formando a Anchor Products (UK) e obteve os direitos de vendas de leite em pó desnatado na Dairy Farmers America (DFA).
Previsão de preços mais baixos para a próxima estação
Os produtores de leite que fornecem matéria-prima à Fonterra foram informados que a previsão do pagamento do leite para a próxima safra produtiva caiu dos NZ$ 4 (US$ 1,92) por quilo de sólidos do leite previstos anteriormente para NZ$ 3,70/kg (US$ 1,77/kg) de sólidos do leite.
A cooperativa, após anunciar um déficit de NZ$ 50 milhões, está culpando a queda nos preços mundiais de lácteos e o fortalecimento do dólar neozelandês por esta redução no pagamento. Os produtores disseram que esta previsão revisada é um pouco menor do que a que tinha sido antecipada. Muitos deles estavam esperando uma base de cerca de NZ$ 3,75 (US$ 1,80).
O presidente da National Dairy Farmers, Kevin Wooding, disse que o impacto irá custar caro aos produtores de leite neozelandeses. "Eles estão desapontados, mas são realistas. Especialmente depois da fusão do ano passado, nós estávamos esperando ver grandes vantagens em ter 3 companhias juntas. Agora, o preço caiu de NZ$ 4 para NZ$ 3,70, e isso custará em média NZ$ 21 mil (US$ 10,08 mil) aos produtores de leite neozelandeses. Sendo assim, a situação poderá ficar bastante difícil para muitos deles".
Por enquanto, o presidente regional da Manawatu Rangitikei Federated Farmers, Shelley Dew-Hopkins, disse que os produtores de leite não podem excluir custos adicionais. "Quando a carta chegou nesta manhã foi um choque quando lemos NZ$ 3,70. Porém, eu tenho que dizer que nós tivemos algumas indicações com a taxa de juros. Mesmo assim, não deixou de ser um choque, particularmente após o anúncio de perdas no valor de NZ$ 50 milhões, o que já estava preocupando os produtores do país".
Ainda este valor de NZ$ 3,70 será reduzido em 3 centavos para financiar a indústria Dairy Insight, que trabalha em prol do setor leiteiro e é financiada pelos produtores de leite neozelandeses.
Fonte: Fonterra e Fencepost.com Ltd., adaptado por Equipe MilkPoint