De robôs a ciclos fechados: a revolução regenerativa das fazendas de leite parceiras da Danone

Cada operação segue seu próprio caminho, mas o foco permanece o mesmo: encontrar maneiras práticas de fazer com que a sustentabilidade também seja economicamente viável.

Publicado por: MilkPoint

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A agricultura regenerativa varia entre fazendas leiteiras, manifestando-se por tecnologia, manejo de precisão, reaproveitamento de nutrientes e integração de produção. A Danone colabora com produtores para personalizar práticas sustentáveis conforme as necessidades de cada propriedade, medindo progresso em saúde do solo, água, emissões, biodiversidade e bem-estar animal. Famílias como McCarty e Schwieterman implementam inovações e tecnologias para aumentar a eficiência e sustentabilidade, visando um futuro resiliente para a próxima geração.
A agricultura regenerativa pode assumir formas diferentes de uma fazenda leiteira para outra. Em algumas propriedades, ela se manifesta por meio da tecnologia e do manejo de precisão das lavouras; em outras, pelo reaproveitamento de nutrientes, pela redução do revolvimento do solo ou por novas formas de integrar a produção de alimentos para o rebanho, as vacas e as áreas agrícolas. Cada operação segue seu próprio caminho, mas o foco permanece o mesmo: encontrar maneiras práticas de fazer com que a sustentabilidade também seja economicamente viável.

Essa abordagem moldou o trabalho da Danone com agricultura regenerativa. Em vez de entregar aos produtores um modelo único a ser seguido, a empresa trabalha em conjunto com as fazendas para identificar mudanças que se adaptem à localização, aos objetivos do negócio e aos recursos disponíveis em cada propriedade. Depois, mede o progresso em aspectos como saúde do solo, uso da água, emissões de gases de efeito estufa, biodiversidade e bem-estar animal.

“Isso não é um modelo único para todos”, explica Greg Wolf, da equipe de agricultura regenerativa da Danone. “Cada fazenda é diferente, cada localização é diferente. Trata-se realmente de adotar práticas que ajudem as propriedades a ter sucesso, não apenas hoje, mas ao longo do tempo. Se não funcionar para os produtores, não funciona para nós.” Essa abordagem individualizada faz parte de uma rede maior de fornecimento nos Estados Unidos. A empresa informou recentemente que obtém cerca de 90% de seus ingredientes no mercado doméstico e comprou aproximadamente 200 milhões de galões de leite de fazendas norte-americanas em 2025.

Para produtores de leite como as famílias McCarty, Van Tilburg e Schwieterman, em Celina, Ohio, essa ampla cadeia de suprimentos ganha um significado muito pessoal dentro da fazenda. O trabalho deles tem menos a ver com seguir uma tendência de sustentabilidade e mais com proteger a capacidade da próxima geração de continuar na atividade. Suas propriedades mostram como as práticas regenerativas podem assumir formas diferentes de uma fazenda para outra, enquanto caminham em direção ao mesmo objetivo: produzir alimentos de alta qualidade com menos desperdício de recursos.

A parceria McCarty-VanTilburg

Para a MVP Dairy, a jornada rumo à inovação sustentável começou há mais de um século. As raízes da família McCarty na produção de leite remontam ao nordeste da Pensilvânia, onde o bisavô de Ken McCarty começou a ordenhar um pequeno rebanho em uma fazenda localizada em uma encosta, por volta de 1914.

No início da década de 1990, percebendo que o futuro na Pensilvânia era limitado para a geração seguinte, a família tomou uma decisão ousada: mudou-se para Rexford, no Kansas, onde construiu uma nova operação do zero no ano 2000. “Quando começamos no Kansas, éramos apenas uma fazenda leiteira ligada a uma cooperativa tradicional e realmente não tínhamos nenhuma conexão com o destino final dos nossos produtos”, conta Ken McCarty, um dos proprietários da fazenda.

Tudo mudou em 2010, quando a família iniciou uma parceria com a Danone. Para atender aos padrões de qualidade e à demanda de volume da empresa, os McCarty expandiram a produção e chegaram até mesmo a construir sua própria planta de processamento de leite no noroeste do Kansas, tornando viável a conexão com os mercados que a Danone precisava abastecer.

Figura 1

Foto: McCarty Family Farms

O fornecimento de leite condensado diretamente para a Danone começou em 2012 e deu à família uma visão muito mais clara do caminho percorrido pelo leite, desde as vacas até os iogurtes e outros produtos fabricados pela empresa. Essa parceria permitiu que a família fosse além da simples manutenção do negócio, construindo um modelo que conectava produção, responsabilidade ambiental e mercado de forma muito mais intencional.

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Buscando aproximar esse modelo altamente integrado e sustentável dos mercados da Danone no leste dos Estados Unidos, os McCarty voltaram sua atenção para o oeste de Ohio em 2016. Foi lá que encontraram os parceiros ideais: a família Van Tilburg, agricultores de quarta geração dedicados à produção agrícola, com profundas raízes no condado de Mercer. Em 2018 nasceu a McCarty-VanTilburg Partnership (MVP Dairy). Hoje, a MVP Dairy ordenha aproximadamente 3.900 vacas. A extensa área agrícola cultivada pelos Van Tilburg fornece a alimentação do rebanho e também recebe os nutrientes reciclados provenientes da atividade leiteira.

Regeneração orientada por dados e ciclos fechados

Na MVP Dairy, as decisões são tomadas considerando todo o ecossistema da fazenda. A propriedade utiliza sistema de plantio direto, amostragem de solo em grade, faixas de vegetação para proteger os cursos d'água locais, irrigação de precisão e aplicação de nutrientes em taxas variáveis.

Seu moderno sistema de manejo de dejetos é um dos pilares desse ciclo fechado. Ao reciclar os nutrientes de volta para as áreas de produção de alimentos para o rebanho, o sistema gera uma estimativa de 60% menos emissões do que os métodos tradicionais de manejo de esterco. Além disso, produz uma fonte de água reciclada utilizada na irrigação das lavouras, mantendo a água circulando dentro da própria fazenda.

Por meio de sua parceria com a Danone, a MVP Dairy utiliza regularmente ferramentas de avaliação conduzidas por terceiros para estabelecer indicadores de referência e medir a evolução das emissões de gases de efeito estufa, da saúde do solo, da gestão da água, da biodiversidade e do bem-estar animal. “Investimos quatro gerações e mais de 100 anos de sangue, suor e lágrimas para chegar até aqui”, afirma McCarty. “Esperamos proporcionar essa mesma oportunidade para a quinta geração e para as futuras.”

Figura 2

Foto: MVP Dairy

Tradição e robótica de alta tecnologia

Não muito longe da MVP Dairy, a família Schwieterman administra uma histórica fazenda leiteira de sexta geração que combina tradição com automação de alta tecnologia. A casa original da propriedade, construída em 1894, continua sendo o centro da fazenda onde sucessivas gerações da família Schwieterman criaram seus filhos.

A longa história da família na produção de leite agora continua por meio de um avançado sistema de ordenha robotizada. Instalado em 2019 e recentemente ampliado, o sistema atualmente ordenha cerca de 320 vacas, com a meta de alcançar 400 animais até o outono. Os Schwieterman também estão se preparando para colocar em operação um sistema automatizado de alimentação, com o objetivo de aumentar a eficiência da mão de obra e a precisão no fornecimento da dieta.

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O foco em tecnologia e eficiência ajudou a família Schwieterman a alcançar o rebanho com a maior eficiência alimentar da rede de fornecedores da Danone, produzindo mais leite por unidade de alimento consumido. “Nossa fazenda sempre busca responder à seguinte pergunta: como podemos produzir mais leite utilizando menos?”, afirma Mitch Schwieterman, proprietário e administrador da fazenda. “Estamos constantemente procurando maneiras de melhorar nossos resultados financeiros e produzir mais leite com menos insumos.”

Reduzindo o uso de recursos no campo

Na fazenda da família Schwieterman, a eficiência no uso dos recursos também aparece na forma como os nutrientes são transportados do estábulo para as lavouras. Em vez de esperar até o outono para aplicar os dejetos, a fazenda está testando um sistema de irrigação durante a safra, chamado 360 Rain, capaz de levar os dejetos do estábulo até as culturas em crescimento em questão de minutos. “As pessoas veem o esterco que está nos nossos estábulos neste exato momento. Nós o transportamos e, em menos de 10 minutos, ele já pode estar na lavoura, fertirrigando nossas culturas”, explica Schwieterman.

Figura 3

Foto: Danone

O sistema utiliza um equipamento móvel de irrigação e uma barra aplicadora de aproximadamente 2,4 metros de largura que acompanha as linhas da cultura, guiada pelo mesmo mapa utilizado durante o plantio. À medida que avança pela lavoura, o conjunto aplica os dejetos exatamente onde a cultura pode aproveitá-los, ajudando a fazenda a economizar com fertilizantes e a sincronizar melhor o fornecimento de nutrientes com a demanda das culturas durante o verão, em vez de aplicá-los meses antes, no outono.

Os períodos de clima seco no final do verão tornaram esse momento de aplicação ainda mais valioso. Ao fornecer água e nutrientes quando as plantas mais precisam, a família Schwieterman consegue reduzir a dependência de fertilizantes comerciais, manter os nutrientes sendo aproveitados durante o ciclo da cultura e fazer melhor uso dos recursos já produzidos dentro da própria fazenda.

O sistema inclui uma tubulação que bombeia os dejetos por baixo da estrada até a unidade móvel de irrigação. À medida que o equipamento avança pelo campo, a mangueira é desenrolada à sua frente, permitindo que a fazenda controle a aplicação por zonas e interrompa o sistema em áreas específicas, quando necessário.

Trabalhando em direção ao mesmo objetivo

Tanto para a família Schwieterman quanto para a família McCarty, o avanço da agricultura regenerativa está fundamentado na qualidade dos alimentos que produzem e na solidez de longo prazo de suas propriedades. A Danone trabalha lado a lado com seus produtores para compreender a realidade de cada operação, identificar onde melhorias significativas podem ser implementadas e apoiar mudanças práticas que se ajustem às condições de cada fazenda. Essa colaboração não é igual em todos os estábulos nem em todas as lavouras, mas começa sempre com a mesma pergunta: o que pode ajudar esta fazenda a se tornar mais eficiente, mais resiliente e mais preparada para o futuro?

Seja por meio da robótica na ordenha, de sistemas automatizados de manejo de dejetos que reduzem as emissões ou de práticas agrícolas que diminuem o uso de insumos sem comprometer a produtividade, essas fazendas mostram como decisões individuais podem se conectar a um sistema alimentar muito maior. Para esses produtores, esse trabalho é, ao mesmo tempo, prático e pessoal: construir propriedades resilientes, capazes de conservar a terra, cuidar dos animais e criar um futuro mais sólido para a próxima geração.

As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

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