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MS e PR: falta de chuvas acende alerta para safrinha

A perspectiva de chuvas escassas no Centro-Sul do Brasil acendeu o sinal amarelo para a safra de inverno de milho - a safrinha - do ciclo 2018/19, que começa a ser colhida em junho. Apesar de ainda haver muito tempo pela frente, modelos climáticos indicam que haverá pouca umidade no solo entre o fim de fevereiro e o início de março no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

"Não teremos quebra [de safra] como no ano passado, mas o sinal de alerta já está ligado", avaliou Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da consultoria Rural Clima.

Na safra passada (2017/18), a colheita de milho de inverno diminuiu 20%, somando 54 milhões de toneladas. Para o ciclo atual, as estimativas iniciais chegaram a apontar para colheita de 68,6 milhões de toneladas, segundo previsões da consultoria Agroconsult. Esse volume representaria um aumento de 27% ante a temporada 2017/18, quando houve quebras no Paraná e Mato Grosso do Sul.

No entanto, os mesmos Estados devem trazer preocupações para os produtores na safra corrente. "Os modelos apontam para chuvas abaixo do normal novamente", disse Paulo Sentelhas, pesquisador da área de agrometeorologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná é o segundo maior Estado produtor do país e Mato Grosso do Sul, o terceiro.

Para Sentelhas, a perspectiva é de umidade entre 10% e 30% no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul no fim de fevereiro. Em São Paulo, que produz apenas 4% da safrinha do país, a perspectiva é de umidade entre 20% e 30%. "Até 30% de umidade ainda é muito baixo para a cultura se desenvolver bem", disse. O pesquisador, contudo, ponderou que estimativas não são tão confiáveis com uma distância de mais de cinco dias e que o cenário pode mudar até o fim do mês. "Mas uma coisa já é certa. Não chegaremos perto daquela safra inicialmente prevista em 68 milhões de toneladas", acrescentou Santos, da consultoria Rural Clima.

Se o cultivo de milho safrinha não estivesse adiantado ante 2017/18, o estrago seria maior. Após o plantio de soja mais acelerado da história, o avanço da semeadura de milho é evidente. Segundo dados da consultoria Safras & Mercado, o plantio da safrinha no Centro-Sul, maior região produtora, já chega a 28,8% da área de 11,9 milhões de hectares a ser semeada, bem à frente dos 10% de área cultivada em igual período de 2018.

A velocidade dos trabalhos fará com que quase 100% da safrinha seja plantada na janela climática ideal, o que diminui os riscos de estiagem. "Isso é um benefício, mas também tem seus riscos. Tem áreas em que a semeadura avançou bem e tiveram um início bem ruim por falta de chuvas", disse Sentelhas.

No Paraná, o plantio da safrinha também está acelerado. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado, o plantio de milho de inverno já ocupou 38% da área de 2,2 milhões de hectares a ser plantada. No mesmo período do ano passado, apenas 2% da área havia sido semeada.

Em Mato Grosso, principal produtor de milho do país, as perspectivas são positivas e apontam para uma safra maior que em 2017/18. As últimas projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam para 28,8 milhões de toneladas de milho, um aumento de 4,4% ante 2017/18.

"Ainda é cedo para falarmos em quebra. No momento, podemos afirmar que a produção ainda será grande", disse Ana Luiza Lodi, analista da consultoria INTL FCStone.

Enquanto a ameaça de perdas paira sobre a safrinha, a queda de produção de soja já é realidade. Perdas acentuadas são percebidas em Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Para analistas, dificilmente a safra ultrapassará as 116 milhões de toneladas, aquém das 122 milhões de toneladas inicialmente estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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