Faeg reivindicará fim das importações de soro de leite
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Para Caixeta, é inadmissível que se permita à indústria continuar importando soro de leite subsidiado para adicionar aos produtos lácteos, enganando a boa fé do consumidor e concorrendo deslealmente com o produtor de leite nacional.
O assunto, que há dois anos é debatido pelas entidades de produtores, voltou à tona depois que o Mapa detectou irregularidades em 32 laticínios em todo o País, cinco deles em Goiás, por misturarem soro de leite no leite em pó e no longa-vida (UHT).
Segundo o presidente da Faeg, o produto é importado, em tese, para adição em bebidas lácteas, achocolatados, etc, não para mistura direta no leite vendido ao consumidor. "Mesmo assim, acho um absurdo que se permita a utilização do soro para tal fim, quando temos todas as condições para usar o próprio leite nas bebidas lácteas, como fazem os países desenvolvidos", ressaltou.
Proteção
Caixeta discordou da decisão do ministério em não divulgar os nomes das empresas envolvidas para não prejudicá-las no mercado. "Achamos que se deve dar nome aos bois. Esse é um instrumento de pressão válido, pois se souber que terá o nome de seu laticínio estampado pela imprensa, qualquer empresário pensará duas vezes antes de optar pela fraude", argumentou o dirigente.
Ele criticou a "ética dúbia" de algumas empresas, que alegam baixa qualidade do leite in natura para justificar o aviltamento dos preços ao produtor, quando são elas próprias que rebaixam a qualidade do produto para aumentar ainda mais os seus lucros.
O presidente da Comissão de Pecuária Leiteira, Guilherme Lourenço, também defendeu a divulgação dos nomes dos laticínios flagrados. "A sociedade tem o direito de saber quais são as empresas não confiáveis, pois as irregularidades denunciadas prejudicam a todos: o produtor, porque está sendo submetido a uma concorrência desleal com produto importado e altamente subsidiado; o consumidor, porque está comprando leite e bebendo soro", disse.
Segundo ele, as empresas autuadas devem ser as mesmas que se recusam a assinar contratos de fornecimento com os produtores e, quem sabe, até beneficiárias de programas de incentivos fiscais.
Fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.
Deixe sua opinião!

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 03/05/2003

SACRAMENTO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO
EM 29/04/2003
Só no Brasil mesmo, para não se divulgar os fraudadores.
<b>Resposta:</b>
Segundo a RESOLUÇÃO N.º 8, DE 16 DE ABRIL DE 2003, cabe ao DIPOA divulgar ou não o nome dos infratores à imprensa.

VALINHOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 28/04/2003
A divulgação das indústrias fraudadoras é de suma importância, já que se divulgou as cidades ao qual pertencem, e se em alguma cidade houver mais de um laticinio e somente um fraudou, o outro ficará sob suspeita dos consumidores.
<b>Resposta:</b>
Segundo a RESOLUÇÃO N.º 8, DE 16 DE ABRIL DE 2003, cabe ao DIPOA divulgar ou não o nome dos infratores à imprensa.