Faeg reivindicará fim das importações de soro de leite

Publicado por: MilkPoint

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A Federação da Agricultura de Goiás (Faeg) vai encaminhar documento ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Roberto Rodrigues, reivindicando o fim das importações de soro de leite. O anúncio foi feito sexta-feira (25) pelo presidente da Faeg, Macel Caixeta, durante reunião da Comissão de Pecuária Leiteira da entidade, que discutiu esse e outros assuntos.

Para Caixeta, é inadmissível que se permita à indústria continuar importando soro de leite subsidiado para adicionar aos produtos lácteos, enganando a boa fé do consumidor e concorrendo deslealmente com o produtor de leite nacional.

O assunto, que há dois anos é debatido pelas entidades de produtores, voltou à tona depois que o Mapa detectou irregularidades em 32 laticínios em todo o País, cinco deles em Goiás, por misturarem soro de leite no leite em pó e no longa-vida (UHT).

Segundo o presidente da Faeg, o produto é importado, em tese, para adição em bebidas lácteas, achocolatados, etc, não para mistura direta no leite vendido ao consumidor. "Mesmo assim, acho um absurdo que se permita a utilização do soro para tal fim, quando temos todas as condições para usar o próprio leite nas bebidas lácteas, como fazem os países desenvolvidos", ressaltou.

Proteção

Caixeta discordou da decisão do ministério em não divulgar os nomes das empresas envolvidas para não prejudicá-las no mercado. "Achamos que se deve dar nome aos bois. Esse é um instrumento de pressão válido, pois se souber que terá o nome de seu laticínio estampado pela imprensa, qualquer empresário pensará duas vezes antes de optar pela fraude", argumentou o dirigente.

Ele criticou a "ética dúbia" de algumas empresas, que alegam baixa qualidade do leite in natura para justificar o aviltamento dos preços ao produtor, quando são elas próprias que rebaixam a qualidade do produto para aumentar ainda mais os seus lucros.

O presidente da Comissão de Pecuária Leiteira, Guilherme Lourenço, também defendeu a divulgação dos nomes dos laticínios flagrados. "A sociedade tem o direito de saber quais são as empresas não confiáveis, pois as irregularidades denunciadas prejudicam a todos: o produtor, porque está sendo submetido a uma concorrência desleal com produto importado e altamente subsidiado; o consumidor, porque está comprando leite e bebendo soro", disse.

Segundo ele, as empresas autuadas devem ser as mesmas que se recusam a assinar contratos de fornecimento com os produtores e, quem sabe, até beneficiárias de programas de incentivos fiscais.

Fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
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José Soares de Melo
JOSÉ SOARES DE MELO

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2003

Não há menor dúvida que o MAPA, ao omitir o nome dos criminosos, está protegendo essas "quadrilhas" de inescrupulosos que prejudicam os consumidores e os produtores brasileiros.
marcel scalon cerchi
MARCEL SCALON CERCHI

SACRAMENTO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO

EM 29/04/2003

Faltou dizer que temos no Brasil soro sendo descartado no meio ambiente, causando grande poluição.

Só no Brasil mesmo, para não se divulgar os fraudadores.

<b>Resposta:</b>

Segundo a RESOLUÇÃO N.º 8, DE 16 DE ABRIL DE 2003, cabe ao DIPOA divulgar ou não o nome dos infratores à imprensa.
Antonio Perozin
ANTONIO PEROZIN

VALINHOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/04/2003

Concordo plenamente com a proibição de importação do soro de leite. Devemos considerar também que nossas indústrias queijeiras terão condições de abastecer o mercado interno, nas necessidades de tal sub-produto, se for preciso.

A divulgação das indústrias fraudadoras é de suma importância, já que se divulgou as cidades ao qual pertencem, e se em alguma cidade houver mais de um laticinio e somente um fraudou, o outro ficará sob suspeita dos consumidores.

<b>Resposta:</b>

Segundo a RESOLUÇÃO N.º 8, DE 16 DE ABRIL DE 2003, cabe ao DIPOA divulgar ou não o nome dos infratores à imprensa.
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