Faeg quer conter produção para elevar renda do setor em Goiás

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Reduzir ou pelo menos conter o crescimento da produção de leite em Goiás pode ser a última alternativa dos produtores goianos para sobreviverem na atividade, tendo em vista a remuneração cada vez mais baixa do segmento. A opinião foi externada pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Macel Caixeta, que já acertou convênio com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para estudo e implantação de um novo modelo de produção de leite no Estado.

O dirigente da Faeg diz que ainda não conhece detalhes do projeto, mas o objetivo é encontrar um ponto de equilíbrio quanto ao volume e custos de produção, de tal forma que o produtor tenha assegurada uma remuneração justa para o seu trabalho e para o capital imobilizado. Sem esconder seu desapontamento com a luta pela integração da cadeia produtiva, ele assegura que continua trabalhando por esse objetivo, mas argumenta que o produtor não pode mais esperar por uma alternativa que, se der fruto, será a longo prazo.

Indústria

Respaldado numa recente pesquisa da Faeg sobre a evolução dos preços dos insumos e das cotações do leite in natura, Caixeta concluiu que não se pode vislumbrar o menor indício de solidariedade na cadeia produtiva. Ele cita o exemplo mais recente da Nestlé, que reduziu os preços pagos ao produtor em um centavo por litro em julho e em mais dois centavos, desde agosto, embora não desconheça a escalada dos custos de produção do leite. "Acho que falta boa vontade, pois o argumento da empresa de que não está conseguindo repassar os preços atuais para o consumidor me parece sem o menor fundamento", reclama.

O presidente da entidade também afirma ter ouvido de diretores da Nestlé que a empresa não assinará contratos de fornecimento de leite com os produtores goianos, mesmo que o governo de Goiás cumpra a promessa de retirar os incentivos fiscais dos laticínios. "Portanto, não temos razão nenhuma para acreditar que, a curto prazo, o espírito de solidariedade e de cooperação possa evoluir de forma considerável dentro da cadeia do leite", diz. Segundo ele, o produtor goiano, que rapidamente aprendeu a produzir, tornando Goiás o segundo maior produtor de leite do País, agora precisa aprender a vender seu produto, regulando o mercado através do controle da oferta.

Fonte: O Popular/GO (por Edimilson Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
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