EUA: volume exportado cresce 40% em 2010

As exportações de lácteos dos Estados Unidos registraram volumes recordes em 2010, totalizando, em uma base de sólidos, 1,379 bilhão de quilos, 40% a mais que em 2009 e 19% a mais que em 2008. O valor das vendas foi de US$ 3,71 bilhões, 63% a mais que em 2009, de acordo com dados comerciais divulgados pelo Governo na semana passada.

Publicado por: MilkPoint

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As exportações de lácteos dos Estados Unidos registraram volumes recordes em 2010, totalizando, em uma base de sólidos, 1,379 bilhão de quilos, 40% a mais que em 2009 e 19% a mais que em 2008. O valor das vendas foi de US$ 3,71 bilhões, 63% a mais que em 2009, de acordo com dados comerciais divulgados pelo Governo na semana passada.

Quase todas as categorias de produtos apresentaram grandes aumentos em 2010: os envios de leite em pó expandiram em mais de 60%, os volumes de óleo de manteiga dobraram e as exportações de queijos, produtos de soro do leite e lactose atingiram níveis recordes.

Com esses ganhos, uma crescente e significativa parte da oferta de leite dos Estados Unidos está sendo exportada, disse o Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC, sigla em inglês). As exportações foram equivalentes a 12,8% da produção de leite dos Estados Unidos, mais que os 9,3% em 2009 e 11% em 2008. A proporção de leite em pó, soro do leite desidratado e queijos exportados foi a maior já registrada, um sinal do quão importante as exportações se tornaram para a indústria de lácteos do país.

"As ofertas de lácteos dos Estados Unidos retomaram seu padrão de crescimento em 2010 após uma forte queda em 2009, ainda que esse bom resultado não deva esconder o fato de que isso é parte de uma tendência de crescimento de longo prazo esperada", disse o presidente do USDEC, Tom Suber.

"O maior comércio é direcionado por uma variedade de fatores da demanda. Os lácteos se tornaram parte integral da dieta em grandes mercados emergentes, como China, Índia e Sudeste da Ásia, à medida que o poder de compra nesses locais avançou a um ponto que eles são capazes de pagar mais por produtos que agora desejam. São 43 milhões de bebês nascidos a cada ano na China e na Índia - e, mais do que nunca, esses bebês começarão a beber fórmulas à base de leite cedo.

As redes de fast food estão expandindo dramaticamente em mercados em desenvolvimento, trazendo pizza, cheeseburgueres e outros alimentos ocidentais para milhões de pessoas a cada dia. Como resultado, as exportações de queijos aumentaram 60%, fazendo com que os Estados Unidos passassem a Austrália como o terceiro maior fornecedor do mundo, depois da União Europeia (UE-27) e Nova Zelândia. Ao mesmo tempo, os produtores de leite locais e os fornecedores internacionais tradicionais não podem acompanhar essas demandas na classe média mundial que está em expansão. Isso cria uma oportunidade significante para a indústria de lácteos dos Estados Unidos".

Dos mercados crescentes de lácteos em 2010, nenhum teve impacto maior na demanda global do que a China. O país importou 326 mil toneladas de leite em pó integral, sete vezes o total de 2008, e 89 mil toneladas de leite em pó desnatado, o que mostra um ganho de 64% com relação a dois anos atrás. Sua participação no comércio de leite em pó integral cresceu para cerca de 15%, comparado com apenas 3% em 2008.

O impacto do grande apetite da China por proteínas lácteas tem dois lados: cria oportunidades diretas para os fornecedores de leite em pó, soro do leite, lactose e queijos dos Estados Unidos na China e fornece oportunidades indiretas, absorvendo grandes quantidades de leite em pó integral da Oceania, que cria buracos geográficos e de produtos para que as exportações dos Estados Unidos preencham.

Os dados comerciais de longo prazo levam a uma previsão otimista para o futuro, disse Suber. "Dito isso, são necessárias melhorias nas nossas políticas industriais e práticas para suportar esses propulsores iniciais e facilitar até alcances mais amplos de oportunidades internas e externas. Para competir em um mercado cada vez mais globalizado, nossos fornecedores precisam ir para um próximo nível de sofisticação assim como os participantes internacionais".

As informações são do USDEC, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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