EUA: Presidente Trump assina lei que retoma o leite para a merenda escolar

A medida autoriza as escolas participantes do Programa Nacional de Merenda Escolar a oferecerem leite integral e leite com 2% de gordura, além das opções desnatadas e com baixo teor de gordura exigidas desde 2012. Leia!

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

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O presidente Donald Trump está em destaque depois de assinar um projeto de lei que revoga os limites da era Obama para substitutos do leite com alto teor de gordura.

A medida autoriza as escolas participantes do Programa Nacional de Merenda Escolar a oferecerem leite integral e leite com 2% de gordura, além das opções desnatadas e com baixo teor de gordura exigidas desde 2012. “Seja você democrata ou republicano, o leite integral é uma coisa ótima”, afirmou Trump durante a cerimônia de assinatura na Casa Branca, que contou com a presença de parlamentares, produtores de leite e seus filhos.

A nova lei também permite que as escolas sirvam bebidas vegetais que atendam aos padrões nutricionais e determina que alternativas ao leite de origem animal sejam oferecidas sempre que os pais informarem restrições alimentares das crianças.

A sanção ocorre poucos dias após a divulgação das Diretrizes Dietéticas para Americanos 2025–2030, que passaram a enfatizar o consumo de laticínios integrais como parte de uma dieta saudável. Versões anteriores recomendavam que pessoas com mais de dois anos consumissem apenas produtos lácteos com baixo teor de gordura ou sem gordura.

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A mudança poderá entrar em vigor já neste outono, embora responsáveis pela nutrição escolar e representantes da indústria de laticínios alertem que algumas escolas podem levar mais tempo para avaliar a demanda por leite integral e ajustar suas cadeias de abastecimento.

Há muito defendido pela indústria de laticínios, o retorno do leite integral e do leite com 2% às refeições escolares reverte diretrizes da Lei Crianças Saudáveis e Livres da Fome, promovida pela ex-primeira-dama Michelle Obama. Promulgada há mais de uma década, a legislação buscava reduzir a obesidade infantil e melhorar a saúde das crianças ao diminuir a ingestão de gordura saturada e calorias provenientes do leite integral.

Especialistas em nutrição, legisladores e representantes do setor argumentam que o leite integral é um alimento nutritivo e saboroso que foi injustamente demonizado.

Alguns estudos indicam, inclusive, que crianças que consomem leite integral têm menor probabilidade de desenvolver obesidade do que aquelas que bebem versões com baixo teor de gordura. Críticos das antigas regras também afirmam que muitas crianças rejeitam o sabor do leite desnatado, o que resulta em desperdício de alimentos e de nutrientes.

As novas regras afetarão a alimentação de quase 30 milhões de estudantes matriculados no Programa Nacional de Merenda Escolar.

O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., classificou a lei como “uma revisão há muito esperada da política de nutrição escolar”. 

As escolas deverão oferecer uma variedade de opções de leite fluido, que agora podem incluir leite integral orgânico ou convencional, com ou sem sabor, além de leite com 2%, 1%, sem lactose e outras alternativas lácteas que atendam aos padrões nutricionais.

As novas diretrizes dietéticas exigem “produtos lácteos integrais sem adição de açúcares”, o que pode levar à proibição de leites aromatizados, como chocolate e morango. Em uma atualização recente sobre a qualidade da alimentação escolar, autoridades agrícolas indicaram que essa recomendação deverá ser traduzida em regras específicas para eliminar o leite saborizado das escolas.

A legislação também exclui a gordura do leite do cálculo da exigência federal que limita a gordura saturada média a menos de 10% das calorias totais das refeições escolares.

Segundo o Dr. Dariush Mozaffarian, renomado nutricionista da Universidade Tufts, “não há benefício significativo” em optar por alimentos com baixo teor de gordura em detrimento dos laticínios integrais.

le explica que os ácidos graxos saturados do leite têm uma composição diferente da gordura presente, por exemplo, na carne bovina, além de conterem compostos benéficos que podem compensar riscos teóricos. “A gordura saturada dos produtos lácteos não foi associada a resultados adversos para a saúde”, afirmou Mozaffarian em entrevista.

Estudos também apontam que, após a implementação das políticas nutricionais da era Obama, o crescimento da obesidade infantil nos Estados Unidos desacelerou, inclusive entre adolescentes.

Ainda assim, alguns especialistas citam pesquisas mais recentes sugerindo que bebês que consomem leite integral apresentam menor risco de excesso de peso ou obesidade em comparação àqueles que bebem leite com baixo teor de gordura. Uma revisão de 2020, que analisou 28 estudos, indicou uma redução de 40% no risco, embora os autores ressaltem que não foi possível estabelecer uma relação causal direta.

As informações são do Jornal Metropolitano, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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João Leonardo Pires Carvalho Faria
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 15/01/2026

Por lá, existe um Presidente!
Qual a sua dúvida hoje?