EUA: NMPF cria novo recurso para monitorar aumento nas importações de lácteos

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

A Federação Nacional dos Produtores de Leite dos Estados Unidos (NMPF) começou a publicar um novo informativo trimestral para analisar o aumento das importações de produtos lácteos pelo país. O informativo, que se chamará ImportWatch trará informações sobre as mudanças nos níveis de importação de produtos lácteos, afetando o mercado doméstico, uma vez que o preço que os produtores de leite norte-americanos recebem é bastante afetado pelas importações.

"Devido ao fato destas importações realmente afetarem o fornecimento e a demanda no mercado doméstico, o ImportWatch irá examinar o volume destes produtos e como eles influenciam no setor de lácteos dos EUA", disse o presidente da NMPF, Jerry Kozak.

As importações de lácteos representam uma porção em crescimento no consumo dos EUA, aumentando de 3,1% em 1995 para 5% em 2000. Em certas categorias, incluindo manteiga e proteína concentrada do leite, a quantidade de importações aumentou 5 vezes desde o meio da década de 1990.

"Os produtos importados, como a proteína concentrada do leite e os substitutos da manteiga eram raramente vistos há menos de uma década, mas agora os EUA estão importando grande quantidade deles - e esses produtos estão roubando espaço dos produtos domésticos similares. Com o tempo, essas tendências reduzirão a renda dos produtores dos EUA e terão uma variedade de outros efeitos prejudiciais para o mercado de lácteos do país". Kozak disse que o ImportWatch tem o objetivo de ajudar os produtores de leite, processadores e governantes a entenderam melhor a relação entre as importações de lácteos e o mercado doméstico.

Apesar de haver centenas de diferentes produtos lácteos importados pelos EUA, o ImportWatch irá manter seu foco em algumas categorias chave, como: queijos, incluindo os do tipo Goya e Americano; proteínas, incluindo caseína e proteína concentrada do leite; e produtos derivados da manteiga, incluindo óleo de manteiga e substitutos de manteiga. Essas duas últimas categorias apresentaram aumentos significativos nas importações nos últimos 5 anos.

"Não é coincidência que os fornecimentos domésticos de leite em pó desnatado e agora de manteiga, estejam crescendo em uma taxa similar à taxa de aumento nas importações de proteína concentrada do leite e produtos derivados da manteiga. Se nós queremos entender onde os preços dos produtos lácteos dos EUA vão parar, e como os produtores do país serão afetados, temos que começar entendendo como nosso mercado está mudando por causa do fornecimento de produtos importados".

Kozak disse que a NMPF está comprometida em resolver as fraudes em tarifas e cotas dos produtos importados pelos EUA, além de fazer com que as agências do país, como o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e o U.S. Customs Service, "exerçam nossos legítimos direitos frente à Organização Mundial do Comércio (OMC) de impor salvaguardas em níveis apropriados e classificar corretamente as importações de lácteos, de acordo com nossas tarifas".

Um exemplo disso foi quando, no ano passado, a NMPF solicitou ao USDA a determinação de salvaguardas à manteiga, que atingiu níveis recordes de importação. Após o USDA ter fracassado nesta medida, as importações aumentaram 154% com relação a 2000.

Fonte: National Milk Producers Federation (NMPF), adaptado por Equipe MilkPoint
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?