EUA ampliam presença global e exportações de lácteos avançam 15% em 2025

As exportações de lácteos dos Estados Unidos encerraram 2025 praticamente no patamar mais alto da história, reforçando a força da demanda internacional e a estratégia de diversificação de mercados do setor.

Publicado por: MilkPoint

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As exportações de lácteos dos EUA em 2025 totalizaram US$ 9,51 bilhões, quase alcançando o recorde de 2022, com um crescimento de 15% em relação a 2024. O volume exportado foi de 2,8 milhões de toneladas, alta de 5%. O Oriente Médio, Norte da África e Sul da Ásia foram as principais regiões impulsionadoras. Produtos com maior teor de gordura, como manteiga, tiveram crescimento significativo. Para 2026, espera-se continuidade do crescimento com novas oportunidades de mercado.
As exportações de lácteos dos Estados Unidos encerraram 2025 praticamente no patamar mais alto da história, reforçando a estratégia de diversificação de mercados do setor. De acordo com dados do ano-calendário de 2025 divulgados pelo USDA, as vendas externas somaram US$ 9,51 bilhões — ligeiramente abaixo do recorde de US$ 9,54 bilhões registrado em 2022. Ainda assim, o resultado representa um crescimento expressivo de 15% em relação a 2024, confirmando o avanço dos produtos lácteos norte-americanos no comércio global.

O aumento não foi apenas em valor. Em volume, as exportações atingiram 2,8 milhões de toneladas, alta de 5% sobre o ano anterior, segundo a International Dairy Foods Association (IDFA). Grande parte desse desempenho foi impulsionada pela expansão da demanda no Oriente Médio, Norte da África, Sul da Ásia e América do Sul — regiões que vêm ganhando peso estratégico na pauta exportadora dos EUA.

“Este ano quase recorde demonstra que os exportadores de lácteos dos EUA estão tendo sucesso em diversificar tanto os mercados quanto os portfólios de produtos”, afirmou Michael Dykes, presidente e CEO da IDFA. Segundo ele, o crescimento em regiões como Norte da África, Sul da Ásia, Oriente Médio, América do Sul e União Europeia reflete uma estratégia deliberada de redução de riscos e ampliação de oportunidades.

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Atualmente, os lácteos norte-americanos chegam a 143 países, com um mix que inclui produtos prontos para o consumidor, ingredientes de alto valor agregado e soluções nutricionais especializadas — combinação que fortalece a resiliência do setor no longo prazo.

Crescimento espalhado pelo mundo

O avanço em 2025 foi amplo e, em alguns mercados, impressionante:

Norte da África: alta de 107% em valor e 69% em volume.
Oriente Médio: crescimento de 48% em valor e 19% em volume, puxado por queijos processados, leite em pó adoçado, proteínas de soro, lactose e lácteos naturais.
Sul da Ásia: avanço de 63% em valor e 25% em volume, com destaque para Índia, Paquistão e Sri Lanka. Só a Índia registrou aumento de 71% em valor e 31% em volume.
América do Sul: +14% em valor e +7% em volume.
América Central: +19% em valor e +13% em volume.
América do Norte: +6% em valor e +2% em volume.
Leste Asiático: +14% em valor e +2% em volume.
União Europeia: +61% em valor e +69% em volume.
África Subsaariana: +9% em valor.

O cenário revela uma estratégia cada vez menos concentrada em poucos destinos — e mais distribuída entre mercados emergentes e consolidados.

Produtos mais gordurosos ganham espaço

Outro ponto relevante em 2025 foi o avanço dos produtos com maior teor de gordura. As exportações globais de manteiga e gordura do leite saltaram cerca de 165% em volume, enquanto o leite em pó integral avançou 56%. O movimento indica mudanças no padrão de compra internacional, tanto para consumo direto quanto para uso industrial.

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Também registraram desempenho positivo categorias como cremes para passar, concentrados de proteína de soro e queijos, sinalizando demanda firme por ingredientes de maior valor agregado e por produtos prontos ao consumidor.

Perspectiva para 2026

Com o setor operando próximo de um recorde histórico, a expectativa para 2026 é de continuidade do crescimento. “Uma agenda comercial renovada que amplie o acesso a mercados e abra novas oportunidades no Sudeste Asiático, América Latina, Norte da África e Oriente Médio permitirá que os exportadores de lácteos dos EUA sigam competitivos globalmente”, afirmou Dykes.

Depois de um 2025 robusto, o setor lácteo norte-americano entra em 2026 com bases mais diversificadas, maior presença internacional e perspectivas de expansão sustentada.

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As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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