A Argentina e os Estados Unidos assinaram um acordo recíproco de comércio e investimento, anunciou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno.
"Parabéns à nossa equipe e obrigado à equipe do Representante Comercial dos EUA por construir este ótimo acordo juntos", disse Quirno nas redes sociais. “A Argentina prosperará!”, acrescentou, sem dar mais detalhes.
O acordo, que busca aprofundar a cooperação bilateral em comércio e investimentos, já havia sido anunciado pela Casa Branca em novembro. Na ocasião, o governo americano também informou a assinatura de tratados semelhantes com Equador, Guatemala e El Salvador.
O pacto representa um impulso para a Argentina, atualmente governada pelo presidente Javier Milei, aliado ideológico de Donald Trump. Segundo comunicado divulgado pelo governo Trump à época, os países abrirão seus mercados um para o outro em relação a produtos-chave. O texto acrescentava que a Argentina concederá “acesso preferencial aos mercados para exportações de bens dos EUA”, incluindo determinados medicamentos, produtos químicos, máquinas, itens de tecnologia da informação e dispositivos médicos.
Em contrapartida, os Estados Unidos eliminarão tarifas recíprocas sobre certos recursos naturais indisponíveis e sobre artigos não patenteados destinados ao uso farmacêutico, conforme informou o jornal TN.
Em novembro, o governo norte-americano também anunciou que a Argentina abrirá seu mercado para a entrada de gado vivo dos EUA e permitirá o acesso de aves argentinas ao mercado norte-americano no prazo de um ano.
Além disso, o governo Milei comprometeu-se a não restringir o acesso ao mercado para produtos que utilizam derivados de leite, como queijos, nem para produtos cárneos. O país também simplificará os processos de registro de carne bovina, miúdos bovinos e produtos suínos dos EUA, além de deixar de exigir o registro de instalações locais para a importação de laticínios americanos.
As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.