Um estudo feito pela Cooperativa Agropecuária dos Produtores Rurais de Silvânia (Coopersil), de Goiás, mostrou que o produtor de leite que opta pela granelização, além de conseguir um preço melhor pelo produto, ainda pode reduzir os custos com frete, gerando uma vantagem comparativa de 20,9% sobre o método convencional. O estudo tinha como objetivo mostrar ao produtor que vale a pena investir na aquisição de tanques de resfriamento.
De acordo com o estudo, uma propriedade que produz 50 litros de leite por dia consegue um faturamento de R$ 471,96 com a utilização de latões, descontado o frete. Se a mesma propriedade passar a utilizar os tanques de resfriamento, pode alcançar um faturamento de R$ 570,72, também descontado o frete. Segundo Dorivan dos Anjos Batista, diretor da Coopersil, essa diferença - de R$ 98,76 - é suficiente para pagar 60% do valor da prestação de um resfriador com capacidade para armazenar 500 litros, se financiado em 36 meses.
A Coopersil tomou por base uma diferença média no custo do frete de 10 pontos percentuais. No caso da coleta com latão, o preço do frete varia de 10% a 20% do valor pago pelo litro do leite. Entretanto, com a adoção dos tanques de resfriamento, o custo do frete fica entre 3% e 5% do valor pago pelo litro do leite. O motivo da diferença se deve basicamente ao número de viagens necessárias para o transporte do leite. Com os tanques de expansão, o transporte para a indústria pode ser feito de dois em dois dias, enquanto com o latão tem que ser diário.
Outra diferença é no preço bruto pago ao produtor. A indústria paga R$ 0,38 pelo leite no latão e R$ 0,41 pelo leite no tanque - devido à melhor qualidade do leite mantido resfriado na fazenda.
De acordo com dados da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagri), atualmente a granelização atinge 50% dos produtores e 70% do leite produzido em Goiás. A meta do governo estadual é chegar a julho de 2002 com toda a produção granelizada.
Segundo Leonardo Moura Vilela, secretário da Agricultura do Estado, os índices de granelização alcançados até agora se devem mais ao mercado, do que ao governo, apesar dos incentivos feitos por este nesse sentido. "Os laticínios sentiram a necessidade de melhorar a qualidade da sua matéria-prima e passaram a exigir que o produtor se adequasse. O produtor também já percebeu que é vantajoso e, por isso, o processo está transcorrendo naturalmente". Para ele, a meta de alcançar 100% de granelização da produção de leite no Estado até julho do próximo ano é plenamente factível.
fonte: Gazeta Mercantil (por Dalton Costa), adaptado por Equipe MilkPoint
Estudo feito em Goiás aponta vantagens da granelização do leite
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