De acordo com a pesquisadora e médica veterinária do DDPA Adriana Tarouco, uma das autoras do trabalho, a publicação busca alertar para o aumento do risco de estresse térmico. A análise considerou dados de temperatura do ar e umidade relativa de 29 estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), abrangendo as primaveras de 2022, 2023 e 2024 e os verões de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025.
Segundo a circular, embora os valores médios do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) nem sempre indiquem estresse, os valores máximos e a duração das horas em desconforto mostram um cenário de atenção para a pecuária leiteira gaúcha. Nos verões de 2023/2024 e 2024/2025, cerca de 70% das regiões avaliadas apresentaram condição média de estresse térmico leve a moderado. Em alguns pontos, os máximos absolutos do ITU atingiram níveis severos ou críticos.
Em 2026, a confirmação do El Niño acende o alerta para o aumento das temperaturas e umidade na região Sul do Brasil. Com até 96% de probabilidade de estar ativo durante o verão brasileiro de 2026/27, os modelos climáticos indicam que o fenômeno pode atingir intensidade forte, potencialmente a maior desde o episódio de 2015/16. Produtores e profissionais do setor leiteiro devem permanecer alertas aos riscos de estresse térmico durante o fenômeno.
As informações são do Canal Rural e MilkPoint Mercado, adaptadas pela equipe MilkPoint.
Vale a pena ler também:
El Niño 2026: o que o aquecimento no Pacífico pode significar para a produção de leite no Brasil?
Produção de leite no RS apresenta recuperação impulsionada por pastagens de outono-inverno