Estudo aponta avanço do risco de estresse térmico em bovinos leiteiros no RS

Circular técnica da Seapi identifica maior exposição ao calor e à umidade em regiões leiteiras gaúchas, com destaque para o Vale do Uruguai.

Publicado por: MilkPoint

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A combinação de calor e umidade no Rio Grande do Sul tem aumentado o risco de estresse térmico em bovinos leiteiros, conforme a Circular Técnica 33 do DDPA. O estresse pode reduzir o consumo de alimento, afetar a reprodução e a qualidade do leite. Dados meteorológicos indicam que, nos verões de 2023/2024 e 2024/2025, cerca de 70% das áreas mostraram estresse térmico leve a moderado. O fenômeno El Niño de 2026 pode intensificar essas condições. Produtores devem estar atentos.
A combinação de calor e umidade tem ampliado o risco de estresse térmico para bovinos leiteiros no Rio Grande do Sul, segundo a Circular Técnica 33, publicada pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi). O estudo mostra que o problema pode reduzir o consumo de alimento, afetar a reprodução, elevar a ocorrência de doenças e diminuir a produção e a qualidade do leite.

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De acordo com a pesquisadora e médica veterinária do DDPA Adriana Tarouco, uma das autoras do trabalho, a publicação busca alertar para o aumento do risco de estresse térmico. A análise considerou dados de temperatura do ar e umidade relativa de 29 estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), abrangendo as primaveras de 2022, 2023 e 2024 e os verões de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025.

Segundo a circular, embora os valores médios do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) nem sempre indiquem estresse, os valores máximos e a duração das horas em desconforto mostram um cenário de atenção para a pecuária leiteira gaúcha. Nos verões de 2023/2024 e 2024/2025, cerca de 70% das regiões avaliadas apresentaram condição média de estresse térmico leve a moderado. Em alguns pontos, os máximos absolutos do ITU atingiram níveis severos ou críticos.

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Em 2026, a confirmação do El Niño acende o alerta para o aumento das temperaturas e umidade na região Sul do Brasil. Com até 96% de probabilidade de estar ativo durante o verão brasileiro de 2026/27, os modelos climáticos indicam que o fenômeno pode atingir intensidade forte, potencialmente a maior desde o episódio de 2015/16. Produtores e profissionais do setor leiteiro devem permanecer alertas aos riscos de estresse térmico durante o fenômeno.

As informações são do Canal Rural e MilkPoint Mercado, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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