Segundo o pesquisador do CEPEA, Leandro A. Ponchio, esse aumento do valor real do leite pode ser creditado à irregularidade das chuvas, que neste ano vêm se mostrando escassas e mal distribuídas, à conseqüente diminuição da oferta do produto e também à alta do dólar, que encarece os insumos e o custo de produção. Além disso, a concorrência entre laticínios e cooperativas pelos produtores continua acirrada. Dessa forma, o produtor parece estar com um maior poder de barganha.
No mês de novembro, a média dos preços brutos recebidos pelos produtores pelo leite tipo C, nas principais bacias do todo o País, foi 2,42% superior a outubro, fechando o mês em R$ 0,3759/litro. Minas Gerais e Rio Grande do Sul registraram os maiores aumentos percentuais: 3,84% e 2,59%, com o produto sendo cotado a R$ 0,4170/l e R$ 0,3501/l, respectivamente. Em Goiás, o reajuste médio foi de 1,92%; no Paraná, de 1,88% e na Bahia, o aumento registrado foi de 0,93%. Já no Estado de São Paulo, os preços mantiveram-se estáveis.
Em relação aos preços do leite tipo B, coletados pelo Cepea em SP e em MG, São Paulo teve queda de 3,76% (tipo B). Em Minas Gerais, os preços médios tiveram elevação de 1,20%, favorecidos pela alta da região sul do Estado. Já a bacia de São José dos Campos, em São Paulo, foi a que apresentou maiores quedas (5,81%), com o produto sendo cotado, em média, a R$ 0,4050/litro.

Fonte: CEPEA-ESALQ/ USP (por Lenadro A. Ponchio), adaptado por Equipe MilkPoint