No entanto, a cota total de produção de leite designada aos produtores desta região não segue a mesma sintonia, pois a redução não chega a 18%, passando de 997,815 milhões de quilos em 1987 para 833,603 milhões de quilos nesta estação.
Com isso, houve aumento da cota média que cada propriedade leiteira dispõe em Castilla e León, que aumentou para 148,747 mil quilos, muito acima da média nacional, que está em torno de 111,99 mil quilos, enquanto em 1997/1998, esta cota era de 68,71 mil quilos e em 1987, de 24,36 mil quilos de leite.
Para a COAG, a implementação do sistema de cotas é um dos principais fatores que causaram a alarmante queda do número de produtores de leite nestas duas regiões espanholas, circunstância que vem se agravando nas últimas estações produtivas, com a instauração do mercado livre de cotas, que permite considerar a cota mais como um patrimônio do pecuarista do que como um direito de produzir. A COAG argumenta que a cota deve ser um direito de produzir do pecuarista e não um instrumento com o qual se possa especular.
Outro aspecto que está influenciando de forma muito negativa a evolução do setor leiteiro nesta região da Espanha, segundo a COAG, é a aplicação da Lei de Atividades Classificadas que continuamente põe dificuldades ao desenvolvimento pecuário. A isto se une a política de preços que as indústrias de lácteos estão adotando, motivo pelo qual a COAG está reivindicando o estabelecimento de um marco de negociação estável entre as partes (representantes de produtores e indústrias leiteiras), onde a fixação dos preços seja uma questão fundamental. A idéia é que os produtores tenham um nível determinado de renda assegurado, para que dêem continuidade à sua produção.
Evolução dos produtores de leite nas regiões de Castilla e León, na Espanha, de 1987 a 2001

Evolução da cota láctea determinada aos produtores de leite de 1987 a 2001 em Castilla e León, Espanha (em milhões de quilos)

Evolução da cota média por propriedade (mil quilos)

Fonte: Agrodigital, adaptado por Equipe MilkPoint