A unidade de pesquisas com gado de leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Coronel Pacheco (MG), vai realizar um projeto para identificar as potencialidades e viabilizar a produção orgânica de leite no País, devido ao crescente interesse por produtos orgânicos. Com início marcado para janeiro do próximo ano, o trabalho pode ser contemplado com verba de R$ 400 mil do Banco Mundial (Bird), a ser repassada pelo Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologia Agropecuária para o Brasil (Prodtab).
O levantamento vai contemplar todas as propriedades do País. As pesquisas de campo para produção de alimentos orgânicos destinado ao gado e cuidados sanitários com o rebanho, serão realizadas nas bacias leiteiras situadas nas regiões da Mata Atlântica e do Cerrado brasileiro.
O projeto da Embrapa está baseado na perspectiva de crescimento do consumo de produtos orgânicos no mercado nacional e internacional, que tende a ganhar espaço ainda maior nos próximos anos. Segundo Luiz Januário Magalhães Aroeira, veterinário da Embrapa Gado de Leite e coordenador do projeto, além de identificar as potencialidades para implementar ações, o programa de produção orgânica pode vir a ser uma alternativa para agregar valor ao leite.
O trabalho terá como sede a Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco (MG), mas terá uma base experimental em uma fazenda da Agência Rural de Goiás. A conclusão do programa Produção Orgânica de Leite está prevista para o início de 2005. Um dos principais objetivos do trabalho é identificar formas de viabilizar a cultura orgânica de alimentos destinados ao gado. Para uma fazenda ser certificada como produtora de leite orgânico, 85% do alimento dos animais precisam ser produzidos no local. Outra meta do programa é avaliar técnicas fitoterápicas para controle sanitário do rebanho, principalmente em relação ao controle de carrapatos e de doenças como a mastite.
Para se converter uma fazenda de gado de leite tradicional em uma propriedade de produção de leite orgânico são necessários 2 anos. Apesar de os custos de implantação do processo orgânico serem mais elevados, a atividade é beneficiada pelo maior preço obtido pelo produtor - que chega a ser 3 vezes superior ao do leite tradicional - além do fato de a propriedade se tornar auto-produtora de alimentos para o gado também contribuir para viabilizar economicamente a atividade, pois elimina a compra de ração e outros insumos destinados à alimentação do rebanho.
fonte: Gazeta Mercantil (por Rodrigo Rievers de Almeida), adaptado por Equipe MilkPoint
Embrapa tenta fomentar produção orgânica de leite
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