Embrapa desenvolve projeto de produção de forrageiras no TO

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O Tocantins quer firmar uma vantagem comparativa frente às regiões Centro/Sul na produção de forrageiras para alimentação do gado leiteiro. Para quantificar a produção, a Secretaria da Agricultura, a Organização das Cooperativas do Brasil/Tocantins (OCB/ TO) e a Embrapa Gado de Leite, por meio de seu núcleo de pesquisa em Goiás, farão ensaios com seis tipos de matérias verdes no Centro Tecnológico de Pesquisa, em Palmas, para avaliar o potencial de produção.

A iniciativa marca a entrada da Embrapa Gado de Leite no Estado e tem como meta a melhoria da qualidade do produto. Produtores da região de Paraíso do Tocantins, a bacia leiteira mais organizada do Estado, alertaram para essa necessidade durante a Agrotins, no início de abril. O programa vai se integrar ao Qualileite, o programa de qualidade do leite desenvolvido pela Federação da Indústria (Fieto), Sebrae e o governo estadual.

O pesquisador da Embrapa, Paulo Moreira, diz que os materiais que serão avaliados estão inseridos no sistema de produção de outros estados, mas ele aposta em diferenciais como sol pleno ano inteiro e chuvas bem definidas. "Seguramente o potencial de forrageiras no Tocantins é grande", afirma. Nas pastagens predominam os plantios de andropogon e brachiaria.

Além da validação dessas tecnologias, está prevista a implantação de uma unidade demonstrativa em uma fazenda no município de Paraíso, que vai servir de referência para outros produtores e para reciclar técnicos da extensão e fazer treinamento de produtores. Há previsão de que seja implantada uma unidade demonstrativa semelhante em Araguatins, no Norte do Estado, região típica de pecuária, onde existe uma Escola Agrotécnica Federal.

Essa iniciativa é o primeiro passo para a implantação do sistema de produção de leite a pasto, modelo de exploração amplamente utilizado nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. No que diz respeito à produção de leite, o Estado está começando do zero. Moreira diz que esse sistema vai permitir que se passe de 0,8 a uma cabeça de vaca de leite por hectare para quatro a cinco cabeças, disponibilizando a propriedade para outros fins.

O pesquisador acrescenta que o objetivo não é produzir uma quantidade alta, mas ter uma média constante, e a estimativa é que, com esse modelo, se chegue a 15 mil quilos de leite hectare/ano. O pesquisador diz não ter dúvidas de que o gado tem que ser mestiço, selecionado. O mais comumente utilizado é o girolando, cruzamento do holandês com as raças gir, um animal mais comercial, tanto para compra quanto para vender na hora do descarte.

Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
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