Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção se recuperou com a melhora das condições do solo e com o retorno do desenvolvimento das pastagens de aveia e azevém. No entanto, persiste o acúmulo de barro nas áreas de trânsito intenso. Em algumas propriedades, a insuficiência de áreas de pastagem em relação ao número de animais tem provocado rebaixamento excessivo das forrageiras e impedido o rebrote, mesmo com uso de piqueteamento. Em Manoel Viana, a coleta do leite foi restabelecida em função dos reparos realizados nas estradas, mas a produção deve ficar comprometida pelos danos nas pastagens
Na de Caxias do Sul, a condição corporal dos animais manteve-se satisfatória. Contudo, o bem-estar foi prejudicado por chuvas frequentes, temperaturas mais baixas e acúmulo de barro nos corredores e nas entradas das salas de ordenha não pavimentadas. Foram registrados casos de lesões nos cascos, atribuídos às condições úmidas e lamacentas das áreas.
Na de Erechim, a maioria das propriedades estão em níveis estáveis de produção. Nos sistemas de piqueteamento, foi possível pastoreio mais eficiente e uniforme. Por outro lado, o excesso de umidade e de barro nas instalações e nas pastagens tem favorecido a ocorrência de mastites e problemas locomotores, exigindo maior atenção no manejo.
Na de Frederico Westphalen e na Passo Fundo, devido à dificuldade de manejo dos animais e das pastagens, causada pelas chuvas constantes, houve uma leve diminuição na produção de leite, e os animais não conseguem manter peso e escore corporal.
Na de Ijuí, apesar da alta umidade, a sanidade dos animais está adequada, e as infecções de úbere controladas. Na região Celeiro, há registro de piora nos índices de qualidade do leite em termos de Contagem Padrão em Placas (CPP), atribuída à umidade excessiva, ao frio e a pouca luminosidade.
Na de Santa Rosa, as condições climáticas têm demandado maiores cuidados com a higiene na ordenha devido ao barro nos úberes. Houve aumento de suplementação na dieta. Apesar do clima adverso, registrou-se aumento de 8% na produção de leite, impulsionado por sistemas confinados e pelo crescimento do número de animais em lactação. A qualidade do leite segue dentro dos parâmetros. Na de Soledade, persistem alguns casos de doenças parasitárias, como anaplasmose, além dos problemas com o manejo de animais nas pastagens, ocasionados pelas condições climáticas.
As informações são da Emater/RS