El Niño tem 82% de chance de surgir até julho e probabilidade de persistir chega a 96% no fim do ano

Dados consolidados pela NOAA apontam 82% de chance de transição climática entre maio e julho, com possibilidade de consolidação do evento até o início de 2027, embora intensidade máxima ainda permaneça incerta.

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O fenômeno El Niño deve se desenvolver entre maio e julho de 2026, com 82% de probabilidade, aumentando para 96% durante o verão brasileiro (dezembro de 2026 a fevereiro de 2027). A temperatura das águas do Pacífico está aquecendo, indicando o fim da fase de neutralidade. Modelos de previsão confirmam o surgimento do fenômeno, mas a intensidade permanece incerta, com nenhuma categoria de intensidade superando 37% de chance. A intensidade não determina diretamente os impactos regionais.
O cenário climático global está prestes a passar por uma transição significativa nos próximos meses, com o provável desenvolvimento do fenômeno El Niño. De acordo com o relatório mais recente divulgado em conjunto pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), pelo Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos e por suas instituições associadas, há uma probabilidade de 82% de que o fenômeno emerja no trimestre entre maio e julho de 2026. As projeções avançam para o fim do ano e indicam uma probabilidade ainda maior, de 96%, de que as condições de El Niño persistam durante o verão brasileiro, abrangendo o período de dezembro de 2026 a fevereiro de 2027.

Nas últimas semanas, o Oceano Pacífico equatorial vinha registrando uma fase de neutralidade, o que significa que o clima estava funcionando dentro da normalidade, sem a influência do El Niño ou de seu fenômeno oposto, a La Niña. Os termômetros na superfície da água do mar na região central do oceano marcaram temperaturas muito próximas da média histórica. No entanto, as medições mais recentes já mostram um aquecimento gradual dessas águas, sinalizando que essa fase de estabilidade está chegando ao fim.

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Pelo sexto mês seguido, a temperatura das águas profundas do Pacífico registrou uma elevação constante e espalhada por uma grande área. Além disso, os cientistas identificaram mudanças no comportamento dos ventos e na formação de nuvens de chuva na região da Indonésia e no centro do oceano. Juntos, esses fatores mostram que o oceano e a atmosfera começaram a se conectar para dar início ao fenômeno.

Os principais modelos de previsão concordam que o El Niño deve começar a se desenhar já no próximo mês. Apesar disso, os meteorologistas alertam que, embora a certeza sobre o surgimento do fenômeno tenha aumentado, ainda não é possível saber o quão forte ele será. Os dados estatísticos atuais mostram que nenhuma das categorias de intensidade, seja um El Niño fraco, moderado ou forte, tem mais do que 37% de chance de acontecer, o que deixa o cenário sobre a força do evento totalmente aberto.

Historicamente, os episódios mais intensos de El Niño dependem de uma combinação muito forte entre o calor do oceano e a reação dos ventos durante os meses de meados do ano, algo que os cientistas ainda precisam acompanhar de perto em 2026. Os especialistas lembram que a intensidade do fenômeno não determina diretamente a gravidade dos impactos em cada região. Um El Niño forte não significa necessariamente desastres automáticos, apenas aumenta as chances de que ocorram variações severas de chuva e temperatura pelo mundo.

As informações são da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), adaptadas pela equipe MilkPoint.

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Material escrito por:

Maria Alice Trevizam

Maria Alice Trevizam

Editora de Conteúdo Jr. no MilkPoint e Jornalista pela PUC Campinas

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