DPA começa a atuar em janeiro

Publicado por: MilkPoint

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A Dairy Partners Americas - DPA, joint venture criada a partir da aliança entre a Nestlé, maior companhia mundial de alimentos, e a neozelandesa Fonterra Cooperative Group, já tem estratégia traçada: disputar o segmento de leite no Brasil e concorrer com a italiana Parmalat. A aliança estratégica vai operar a partir de janeiro.

A idéia é concorrer com a Parmalat na liderança do mercado nacional de lácteos, que movimenta 21 bilhões de litros de leite por ano e movimenta R$ 18 bilhões. A DPA, que começa a operar em 1o de janeiro de 2003, nasce com ativos avaliados em US$ 450 milhões. "As duas sócias estão transferindo os ativos relacionados à produção de leite para a DPA", diz o presidente da DPA, Hugo Lanthemann.

A nova companhia será responsável pela comercialização de laticínios, sobremesas e produtos UHT (achocolatados prontos e creme de leite) na América do Norte e na América Latina e está sustentada por dois pilares: industrial e comercial.

A Nestlé vai transferir para a DPA seis fábricas de leite em pó e duas de itens refrigerados. "A contrapartida da Fonterra pode ser em recursos financeiros ou ativos", afirma Lanthemann. No primeiro ano de atuação, a DPA vai operar em três países: Brasil, Argentina e Venezuela. A companhia estima que neste período sejam produzidas 440 mil toneladas de produtos lácteos e que o faturamento nos três países fique em US$ 400 milhões - com o Brasil respondendo por 70% da receita .

Além das fábricas brasileiras, a Nestlé também está transferindo para a DPA três unidades que mantém na Argentina. Já a Fonterra vai transferir para a nova empresa a planta industrial de refrigerados que mantém na Venezuela. A associação entre as duas empresas proporcionará à Nestlé - empresa que faturou R$ 5,7 bilhões em 2001-, ampliar as exportações de leite em pó bem como a produção de itens refrigerados. "Queremos inicialmente fomentar a produção nacional, de maneira a reduzir as importações", diz. Para isso, a empresa tem planos de operar a plena capacidade as plantas brasileiras. "Também estamos mudando o foco e vamos produzir outras marcas além dos produtos Nestlé", diz. A DPA também planeja investir no aumento da produção de itens refrigerados.

A implantação da nova companhia, gigante no setor de lácteos, se dará em três fases. A primeira é iniciar as operações no Brasil, Argentina, Venezuela, "e provavelmente Chile até o fim do ano", diz Lanthemann. A meta da companhia é estar presente em todos os países das Américas até o final de 2005. "Para isso vamos investir em instalações próprias e realizar aquisições", diz o presidente da DPA, formalizada em março deste ano. Desde 2000, a Nestlé investiu US$ 15 bilhões em aquisições.

A multinacional suíça tem muito a ganhar com a nova parceria. A Fonterra, maior cooperativa do mundo, tem os menores custos de produção e vai transferir parte de sua tecnologia para a empresa suíça. Com a associação, a Fonterra terá alcance ao maior mercado da América Latina, já que conta com o grande poder de distribuição da Nestlé.

No ano passado, a Nestlé exportou oito mil toneladas de derivados lácteos, movimentando US$ 8 milhões. Neste ano, a empresa tem planos de vender 21 mil toneladas no mercado externo, ou US$ 18 milhões. O faturamento global da companhia atinge US$ 60 bilhões, com quase 500 fábricas em todo o mundo.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Luciana Franco), adaptado por Equipe MilkPoint
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