Segundo Vinícius Vieira Ramos, vice-presidente da Vigor, a deterioração dos resultados é decorrente da escalada do dólar. As despesas financeiras aumentaram 109,4% de janeiro a setembro, atingindo R$ 95,223 milhões. Além disso, a Vigor registrou resultado financeiro negativo de R$ 81,914 milhões no intervalo.

A empresa tem uma dívida de US$ 22 milhões, contraída em 1997 com a emissão de eurobônus. Na época, o empréstimo era de US$ 50 milhões. "A metade foi paga há dois anos. Temos um prazo de mais três anos para liquidar o restante", diz Ramos.
Com o impacto da variação cambial, o resultado operacional da Vigor até setembro ficou negativo em R$ 69,648 milhões. Ramos ressalta que a empresa foi prejudicada, ainda, pelo aumento de matérias-primas como leite in natura e óleo de soja.
Mesmo nesse cenário, a Vigor elevou as vendas. A receita bruta subiu 7,9% até setembro, para R$ 415,458 milhões. O resultado bruto saiu de R$ 77,9 milhões para R$ 90,987 milhões. "Estamos reduzindo custos na área industrial e aumentando as vendas de produtos com melhor margem", diz Ramos. Caso o dólar continue em queda, o executivo crê em um quarto trimestre mais favorável.
Fonte: Valor Econômico (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint