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"Desmame de subsídios não pode ser radical", diz Tereza Cristina

Em meio à tensão dos produtores com o risco de corte pela equipe econômica da oferta de crédito com taxas subsidiadas pelo Tesouro Nacional, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, alerta que um “desmame” radical dos subsídios pode desarrumar o agronegócio, que responde por 20% do PIB. “Vamos quebrar a Agricultura? É esse o propósito? Tenho certeza que não é”, disse a ministra. “Não pode criar um pânico no campo: acabou o dinheiro! Não é assim". 

A tensão entre os produtores cresceu depois que o presidente do Banco do Brasil, Rubens Novaes, afirmou ao jornal que o “grosso da atividade rural” pode se financiar com as taxas de mercado. Paulo Guedes também avisou no Fórum Econômico Mundial de Davos que pretende cortar esse ano US$ 10 bilhões da conta de todos os subsídios do Tesouro em 2019.

Tereza disse que o governo desenha um novo modelo de financiamento do setor agrícola, mas assegurou que nada será feito de forma unilateral pela área econômica.

“Temos que ter muito cuidado porque estamos falando de 20% do PIB, que é o agronegócio que faz. Como é que isso vai se dar? Em quanto tempo isso vai acontecer? É uma medida radical? Eu brinco até que é um desmame. Você pode fazer o desmame radical e o controlado. Ainda está muito no campo das nossas ideias de lá e de cá. As nossas equipes estão sentando agora para discutir".

Tereza Cristina tem agenda de viagens internacionais para melhorar exportações

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está programando uma série de viagens com o objetivo de abrir novos mercados e melhorar as exportações brasileiras. Ela informou que visitará China, Estados Unidos, Europa, países árabes e outras nações com as quais o Brasil quer estreitar relações comerciais, como Vietnã e Indonésia. A ministra disse que já recebeu no Mapa o embaixador chinês no Brasil e estabeleceu algumas pautas em comum. Ela também manifestou a intenção de incrementar a relação comercial com o Peru, país que está em acelerado crescimento econômico e tem potencial para aumentar o mercado bilateral.

“Recebi nosso embaixador no Peru, um mercado que também vamos prospectar. O comércio ainda é pequeno, mas é um país que está crescendo a taxa de 4% a 5% ao ano. Tem também o Vietnã, que abriu portas para o Brasil, e a Indonésia, com quem a gente está fazendo uma aproximação. São países importantes, além da China e de outros países asiáticos, e a gente vai se dedicar a abrir novos mercados”, disse a ministra.

Ela também já tem marcada uma viagem em junho ao Japão, para a reunião do G-20, o grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

Em relação aos países árabes, a ideia é também abrir mais mercados aos produtos agropecuários brasileiros. A ministra confirmou que a Arábia Saudita diminuiu um pouco as importações de aves do Brasil, mas explicou que o país quer fortalecer a produção em seu próprio país. “Há dois anos, eles vêm implantando o setor avícola. Em outubro, começaram a exigir do Brasil o abate Halal, que é mais complicado. O Brasil tem o maior número de plantas do mundo para o abate Halal de bovinos. Para aves, este tipo de abate é mais complicado, mas nós já temos algumas plantas modificadas. Eles deixaram claro que querem diminuir as importações do Brasil de 600 mil para 400 mil toneladas. E as nossas plantas habilitadas atualmente produzem as 400 mil que eles ainda demandam".

A ministra confirmou que há comentários de diplomatas estrangeiros dizendo-se preocupados com a maior aproximação do governo brasileiro com Israel. “A gente sentiu um desconforto dos embaixadores, inclusive querendo marcar visitas com essa pergunta. A agricultura tem de manter os mercados já existentes para nossos produtos e abrir mais mercados. Já conversamos com o governo”.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo e do MAPA, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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FELICIO MANOEL ARAUJO

CARIACICA - ESPÍRITO SANTO - ESTUDANTE

EM 11/02/2019

Isto é uma vergonha o que este ministro Guedes quer fazer votei no Bolsonaro,agota ele coloca um miinistro que pelo jeito estava em outro pais e nao aqui.
A agropecuaria e a agricultura conresponde 20 % do PIB ,acho que ele nao sabe o que é PIB nao .
Manda ele cortar subsidio a politicos a didos desta naçao que sao o carcinoma deste Pais.
Manda ele cortar os gastos com auxilio recrusao,bolsa craque,cortar gastos com setores de comunicaçoes etc...
E a senhora ministra que todos os produtores do setor agricula acreditava nela e ta sendo uma decepçao.
Nao tem nada que importar leite nao .