Demanda por crédito rural cresceu quase 50% em julho

A safra 2018/19 já começou com forte ritmo de contratações de crédito rural, puxadas por taxas de juros ainda menores que as praticadas pelos bancos na temporada anterior. Em julho, o primeiro mês do novo calendário agrícola, o montante de financiamentos tomado pelo setor agropecuário junto aos bancos cresceu 48,5%, para R$ 14,4 bilhões, em relação ao mesmo mês do ano-safra 2017/18.

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A safra 2018/19 já começou com forte ritmo de contratações de crédito rural, puxadas por taxas de juros ainda menores que as praticadas pelos bancos na temporada anterior. Em julho, o primeiro mês do novo calendário agrícola, o montante de financiamentos tomado pelo setor agropecuário junto aos bancos cresceu 48,5%, para R$ 14,4 bilhões, em relação ao mesmo mês do ano-safra 2017/18.

A maior demanda por empréstimos no campo foi puxada principalmente pela demanda por crédito para custeio agropecuário, modalidade bastante procurada no início da safra quando os produtores se preparam para o plantio da safra. Essas operações atingiram R$ 10,1 bilhões no mês passado, uma alta de 53% sobre julho de 2017. Os financiamentos para investimento também cresceram, saltando de R$ 1,8 bilhão em julho de 2017 para R$ 2,1 bilhões no mesmo mês deste ano.

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Os empréstimos que registraram maior aumento nas contratações foram os destinados à comercialização. Essa rubrica cresceu 70% em relação a julho de 2017, para R$ 2,2 bilhões. 

Na avaliação de Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, entidade que representa os sojicultores do país, deve haver uma aceleração nos desembolsos de crédito rural nos primeiros meses desta nova safra, principalmente para a agricultura empresarial. O segmento tomou R$ 11,7 bilhões apenas nesse primeiro mês da nova temporada agrícola, 46,2% mais que no mesmo período de 2017/18.

"Como a safra passada foi a primeira em que os bancos foram autorizados pelo governo a praticar taxas de juros menores do que as fixadas pelo Plano Safra, os produtores já estão aguardando que isso se repita na nova safra agora", afirmou Rosa.

Em média, o governo concedeu uma redução de um ponto percentual nas taxas de juros do Plano Safra 2018/19. Com isso, as taxas do custeio caíram para 7,5% e as de investimento para até 5,5% ao ano. O cenário de juros baixos na economia, com a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano, abaixo ainda do atual patamar do custeio, sugere que os bancos podem praticar taxas menores que os tetos do Plano Safra, avaliou.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz, afirmou que o aumento na tomada de crédito rural no primeiro mês da safra é comum sempre que há uma queda de taxa de juros. Mas ponderou  que ainda é cedo para dizer que a maior demanda dos produtores por crédito pode significar tendência de aumento na área plantada de grãos no novo ciclo.

A contratação de crédito rural cresceu em todos os grandes grupos de bancos que operam nesse mercado. No caso dos bancos públicos, puxados pelo Banco do Brasil, os desembolsos alcançaram R$ 8 bilhões em julho último, alta de 56,2% em relação ao mesmo intervalo de 2017.

Apenas o BB, líder desse mercado com participação de 60%, liberou um volume de crédito rural 32% maior do que em julho do ano passado, atingindo R$ 6,2 bilhões. Os privados também cresceram: o montante contratado subiu 58,3%, para R$ 3,8 bilhões.

As informações são do jornal Valor Econômico.

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