Para ela, escrever para o portal nunca foi um esforço isolado, mas uma construção coletiva realizada ao lado de seus bolsistas de iniciação científica, mestrado e doutorado. Esse trabalho em conjunto não apenas garante o rigor técnico, mas cumpre a missão de formar novos pesquisadores já conectados com a comunicação científica aplicada. Ao refletir sobre esse processo, a professora destaca que "esse trabalho conjunto, além de enriquecer a qualidade dos conteúdos publicados, também teve um papel fundamental na formação desses jovens pesquisadores, aproximando-os da comunicação científica aplicada ao setor".
Ao longo dessas duas décadas e meia, a percepção do leitor acompanhou as mudanças globais. Se no início o foco residia em temas fundamentais como produtividade, hoje o público demonstra uma sede por inovação. Claucia observa que "o leitor está mais exigente, mais informado e mais aberto a discutir ciência aplicada", voltando sua atenção para temas como microbioma e sustentabilidade. Essa evolução reflete o que a pesquisadora chama de "salto quântico" do setor: a consolidação do entendimento do leite "não apenas como alimento, mas como uma matriz biológica complexa, capaz de gerar compostos bioativos com efeitos diretos na saúde".
O papel do MilkPoint nesse cenário é o de um verdadeiro democratizador do conhecimento. Para Claucia, o portal é essencial para que a pesquisa não fique restrita aos muros acadêmicos, especialmente em uma era onde a desinformação sobre alimentos é frequente. Ela enfatiza que "o MilkPoint, ao priorizar conteúdo técnico e embasado, atua como uma fonte confiável de informação", protegendo a imagem do setor perante a sociedade.
Olhando para o futuro, o legado de 26 anos se consolida na integração entre produtores, indústrias e pesquisadores. Claucia projeta que as próximas fronteiras a serem desbravadas envolvem a biotecnologia e processos cada vez mais sustentáveis. O compromisso do portal para os próximos anos será continuar auxiliando o setor a compreender "não apenas o ‘como’, mas também o ‘porquê’ dessas transformações", garantindo que o setor lácteo brasileiro permaneça competitivo e movido pela ciência que gera valor.
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