O governo de Cuba confirmou na semana passada aos Serviços Pecuários do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai a abertura de suas portas à entrada dos produtos lacteos uruguaios. O Conselheiro Econômico e Comercial do governo cubano, José Felipe Chaple, foi encarregado de comunicar a notícia à Secretaria de Estado.
Antes do conflito que levou à ruptura de relações entre o governo uruguaio e o cubano, a Cooperativa Nacional dos Produtores de Leite do Uruguai (Conaprole), estava prestes a realizar uma venda de leite em pó a Cuba, e já estava pensando em vender também leite longa vida. Com a ruptura, a possibilidade de vender produtos lácteos a este mercado passou a não mais existir e o contato comercial entre os dois países se esfriou.
Agora, a indústria leiteira do Uruguai está encarando com otimismo esta abertura com o país centro-americano que, com 11 milhões de habitantes, "reconhece os produtos lácteos uruguaios", mas tem um baixo consumo de leite.
"Assim que a atividade comercial tiver início, estimamos que esta seja intensa", assegurou o diretor da Conaprole, Carlos Arrillaga.
Exatamente este baixo consumo de lácteos de Cuba é que faz com que a indústria de lácteos uruguaia mantenha sua expectativa central na exportação de leite em pó, mas não descarta a possibilidade de vender outro produto, visando basicamente "a cadeia hoteleira, porque é um país com um turismo muito importante".
Do ponto de vista de Arrillaga, a Conaprole poderá participar de um mercado que está "ávido por leite e em um país que tem possibilidades econômicas que anteriormente não tinha".
Fonte: El País, adaptado por Equipe MilkPoint
Cuba abriu mercado aos produtos lácteos do Uruguai
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