Crescimento das vendas eleva preços do leite

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Os preços médios recebidos pelos produtores brasileiros do leite tipos B e C subiram, respectivamente, 4,67% e 2,378% em janeiro de 2002. O valor médio negociado neste mês, referente ao produto entregue em dezembro de 2001, foi de R$ 0,3476/litro para o leite B e de R$ 0,2667/litro para o leite C, enquanto no mês anterior, os preços médios registrados foram R$ 0,3321/litro e R$ 0,2626/litro.

Em Minas Gerais, o leite tipo B teve alta de 6%, em conseqüência da colocação de 100% do produto no varejo, ou seja, toda a produção ofertada pelos laticínios foi absorvida pelos estabelecimentos varejistas. Já em São Paulo a colocação foi de 72,7% e os preços tiveram alta de 3,45%.

O leite tipo C subiu 3,04% em Minas Gerais. No Estado de São Paulo, o destaque ficou para a região de Franca/Ribeirão Preto, onde os preços desta qualidade do produto tiveram variação de 5,73%. Em dezembro, os valores tanto do leite B quanto do C, em ambos os Estados, tinham registrado reduções frente ao mês anterior.

Em Goiás, as cotações se elevaram 9,63% devido ao aumento da demanda pelo leite in natura no Estado, que inclui a procura dos consumidores pelo leite longa vida e demais produtos lácteos, como queijo e iogurte. Nas regiões central e sudeste de Goiás esse comportamento foi fortemente observado e os preços do leite ao produtor obtiveram um aumento de 12,41% e 14,10%, respectivamente.

Já no Paraná a média dos preços do leite C caiu 3,56% em janeiro, resultado de um reajuste frente à alta de 4,76% verificada em dezembro. No mês passado, os laticínios anteciparam os efeitos da entressafra do produto e pagaram valores mais elevados aos produtores. Entretanto, com a produção leiteira estabilizada na maioria das bacias paranaenses, os compradores readequaram seus preços. No Noroeste paranaense, que inclui as cidades de Paranavaí, Campo Mourão e Umuarama, os preços caíram 7,05%, enquanto na região Oeste do Estado, que engloba os municípios de Toledo e Cascavel, a baixa foi de 2,30%. Nas regiões restantes, muitos laticínios mantiveram os preços pagos ao produtor sem expressivas alterações em relação à dezembro, em função do início da entressafra e do agravamento da seca.

Fonte: Paraná On Line, adaptado por Equipe MilkPoint
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