As definições para o início do Programa Nacional de Qualidade do Leite (PNQL) deverão ser um dos três assuntos principais que constarão no documento preparado com os relatórios finais das CPIs do Leite, realizadas nas Assembléias Legislativas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O relatório conjunto, preparado pelo deputado federal Moacir Micheletto, apresentará propostas de melhorias para o setor. Ele deverá ser votado no próximo mês.
Para o diretor de marketing da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Leite Brasil), Leonardo Moura Vilela, o PNQL não deve ser tido, pelo menos no momento atual, como um dos três problemas principais do setor. "O programa é fundamental para alavancar as exportações brasileiras de lácteos, mas não deve ser colocado de imediato, pois nem todos produtores estão preparados tecnologicamente para participar", disse.
Os dois outros pontos que provavelmente estarão no documento são a margem de lucro do varejo, supostamente abusiva, e os indícios de cartelização da indústria de laticínios. Até agosto, os relatores das CPI's estaduais decidirão quais itens serão priorizados na elaboração do documento.
Mato Grosso do Sul
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) distribuiu nota para anunciar que pretende participar do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Leite do MS.
Na nota, a assessora de economia da entidade, Adriana Mascarenhas Braga, revela que, dos Estados com CPI, só Mato Grosso do Sul ainda não apresentou suas conclusões à Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
Segundo ela, alguma coisa precisa ser feita na prática, porque, mesmo com as investigações, o produtor rural continua sendo mal pago pela indústria láctea. Recebe R$ 0,30 por litro, quando deveria receber, no mínimo, R$ 0,35.
Na avaliação de Adriana, a aquisição de 45 mil litros de leite por semana pelo governo estadual para distribuição entre famílias carentes é só o início de um processo diante de uma produção de 430 milhões de litros por ano. "Infelizmente, menos de um por cento da produção do Estado é destinada ao programa. Nosso interesse é que os produtores de leite consigam ao menos sobreviver com sua produção. O problema dos baixos preços pagos ao produtor continua e uma CPI Nacional pode mostrar a causa do problema no País", afirmou.
Fonte: Diário da Manhã/GO e Campo Grande News (por Paulo Nonato de Souza), adaptado por Equipe MilkPoint
CPIs apresentarão propostas de melhorias para o setor leiteiro
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