Dados da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD) estimam o suporte do governo à agricultura neozelandesa em apenas 1% em 2001, em comparação a 4% na Austrália, 35% na União Européia, 59% no Japão, 21% nos EUA e 17% no Canadá. Um dos setores à margem da política de subsídios na Nova Zelândia é a pecuária leiteira.
Com o fim do protecionismo, muitos produtores migraram para a atividade, atraídos pela alta lucratividade. O pecuarista Peter Cook explica que a eliminação dos subsídios praticamente não afetou os produtores de leite, já que o setor sempre operou de forma mais independente, buscando suas próprias soluções através de suas cooperativas.
O setor é considerado hoje a melhor alternativa para quem quer ingressar na agropecuária com promessa de retorno. Apesar da entrada de novos empreendedores, os pecuaristas mais experientes, como Cook, dizem que suas técnicas são provenientes de uma cultura iniciada no passado. Com orgulho, ele diz que é difícil encontrar outro país onde os produtores tenham a mesma mentalidade e união em torno do ideal cooperativista. Recentemente, as duas maiores cooperativas do país se uniram e formaram a Cooperativa Fonterra, considerada a maior do setor no mundo, com 14 mil associados e responsável por 96% do processamento da produção local.
Proteína e gorduras
Por causa da distância da Nova Zelândia em relação a outros países e de sua pequena população, o setor lácteo busca seu lucro nas exportações e se concentra na fabricação de produtos de longa duração. Segundo o Serviço Econômico, aproximadamente 95% dos laticínios produzidos no país são exportados.
Um diferencial é o sistema de pagamento ao produtor pelos teores de proteína e de gordura encontrados no leite entregue nas indústrias. "Nós não estamos interessados na parte líquida do leite e sim na parte sólida, gordura e proteína, que será vendida. Com uma máquina de infravermelho são testadas amostras de leite de cerca de seis mil fazendas por dia", explica o gerente técnico da fábrica de leite New Zealand Milk Products, Neil Walker.
O ministro Jim Sutton disse que, de todos os países do mundo, o Brasil pode ser o único com capacidade de produzir laticínios de qualidade a um custo mais baixo do que a Nova Zelândia. "Nós vemos o Brasil como uma terra de grande potencial, uma economia dinâmica e emergente. O Brasil tem uma economia industrializada avançada e algumas áreas agrícolas bastante sofisticadas, mas ao mesmo tempo, há uma grande área que pode ser caracterizada por uma economia baseada numa agricultura em desenvolvimento".
Fonte: O Estado de São Paulo, adaptado por Equipe MilkPoint
Cooperativas dominam o setor de leite na Nova Zelândia
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
QUER ACESSAR O CONTEÚDO?
É GRATUITO!
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.